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Lula diz que BC precisa olhar 'corte de gastos' do governo e 'baixar juros'

Presidente afirma que BC deveria considerar o que o Tesouro e o Planejamento estão fazendo e que avisará Galípolo que 'os meninos da gastança estão reduzindo o dinheiro'

15 abr 2026 - 13h57
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BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quarta-feira, 15, que o Banco Central precisa reconhecer que o governo tem cortado gastos e, se reconhecer isso, vai diminuir a taxa Selic. Em tom de brincadeira, o petista afirmou que vai comunicar essa avaliação ao presidente do BC, Gabriel Galípolo.

"Se o Banco Central olhar para nós, ele vai baixar a taxa de juros", disse Lula, durante uma cerimônia sobre investimentos no setor habitacional. "O Banco Central precisa olhar o que o Tesouro fez, o que o Planejamento fez. Quando o Galípolo voltar da viagem dele na Europa, eu vou falar: 'Aqui, ó, os meninos da gastança estão reduzindo o dinheiro'."

O presidente defendeu a importância de aumentar o padrão das casas contempladas no Minha Casa, Minha Vida (MCMV), para que o programa possa atender também famílias de classe média, além de diminuir os juros dos financiamentos. Segundo o petista, investimentos como os oriundos do programa fazem a economia girar.

Lula disse, ainda, que foi contra o Fundo Garantidor do Tempo de Serviço (FGTS) durante seu tempo no movimento sindical, mas hoje avalia positivamente. Esses recursos, segundo o presidente, viabilizam investimentos na construção civil e saneamento básico.

Ele também criticou o que chamou de uma "mania" de governos não continuarem obras planejadas por administrações anteriores. O petista defendeu que o déficit de residências no Brasil teria caído se políticas tivessem sido mantidas.

Lula lembrou que, durante a sua gestão nos anos 2000, o governo federal já atuava para diminuir o déficit habitacional e conseguiu contratar mais de 1 milhão de financiamentos em 2010. "De lá para cá, se a gente não tivesse parado, a gente possivelmente teria um déficit ainda menor do que a gente tem hoje. O problema no Brasil é exatamente esse", disse.

O presidente defendeu a importância do setor da construção civil na geração de empregos, além de ter reiterado a importância de um programa contínuo para resolver problemas de infraestrutura.

Estadão
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