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Lula se reúne com economistas para discutir 'cenários e diagnósticos'; veja quem participa

Ministro da Fazenda, Dario Durigan afirmou que, apesar do encontro nesta quinta-feira, 5, não haverá anúncio de novas medidas pelos próximos dias

5 nov 2026 - 11h13
(atualizado às 11h30)
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Resumo
O presidente Lula reuniu ministros e economistas aliados para avaliar cenários fiscais após a manutenção da Selic em 13,75% e a recente instabilidade no mercado financeiro. Embora medidas práticas tenham sido adiadas para depois de sua viagem à COP, o presidente fará um pronunciamento em rede nacional no domingo para defender a responsabilidade fiscal, acalmar o mercado e buscar a pacificação do país, garantindo o cumprimento de metas fiscais e a manutenção de programas sociais.

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou nesta quinta-feira, 5, uma reunião com a equipe econômica do governo e economistas próximos ao PT para discutir cenários e diagnósticos da economia brasileira. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o encontro já estaria em andamento.

Participam da reunião os seguintes nomes:

  • Dario Durigan, ministro da Fazenda;
  • Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento;
  • Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação;
  • Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda;
  • Aloísio Mercadante, presidente do BNDES;
  • Geraldo Alckmin, vice-presidente do Brasil;
  • Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de 2006 a 2016;
  • Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES de 2007 a 2016;

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também foi convidado, mas, de acordo com pessoas a par do assunto ouvidas pela reportagem, ele está em deslocamento para São Paulo e não participa do encontro. O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 13,75% ontem, encerrando ciclo de cinco cortes consecutivos.

Mais cedo, ao ser perguntado sobre o assunto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que Lula convocou a reunião. "A reunião foi chamada pelo presidente da República. Não tenho mais informações. A convocação não foi feita por aqui, mas é mais um esforço de dividirmos os cenários, os diagnósticos", afirmou.

Durigan disse que levará propostas e ideias, em termos gerais, do que a equipe econômica está pensando em fazer nas próximas semanas.

O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante evento em Brasília
O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante evento em Brasília
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O ministro disse, entretanto, que não haverá novas medidas nesse tema pelos próximos dias, mas que pode haver mais informações sobre isso após viagem internacional do presidente.

"Nos próximos dias, provavelmente não haverá anúncio. O presidente tem viagem para a COP (na Turquia). Vamos seguir debatendo, levando propostas. Tenho falado com o presidente diariamente, mas, para os próximos dias, não. Acho que, quando o presidente voltar da viagem, devemos ter mais informações", completou.

Lula vai fazer um pronunciamento para a nação, em cadeia nacional de rádio e televisão, neste domingo, 8, para tentar acalmar os ânimos do mercado financeiro e promover uma ideia de pacificação do País neste quarto mandato.

Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o presidente vai falar que seguirá perseguindo as metas fiscais, ao mesmo tempo que não irá deixar de cumprir promessas de campanha.

O mercado financeiro enfrentou uma sangria histórica no primeiro pregão da Bolsa de Valores após a vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.

No pronunciamento, Lula dirá que terá responsabilidade fiscal ao longo de todo o quarto mandato, mas não irá anunciar medidas concretas para controlar gastos, tampouco antecipar o nome do ministro da Fazenda que irá conduzir a pasta no seu próximo mandato.

A expectativa é a de que ele afirme que se preocupa com a dívida pública e faça uma conexão entre as contas em ordem e a sustentabilidade dos programas sociais. O presidente também deve falar de juros, sobre a necessidade de se criar condições para que a taxa Selic seja reduzida.

Está descartado, segundo pessoas a par do tema ouvidas pelo Estadão, que ele faça qualquer menção à proposta do economista André Lara Resende, de criar uma espécie de tabelamento dos juros, que cairia para 7,5% em 12 meses.

Estadão
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