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Lucro trimestral do Nubank supera US$1 bi pela primeira vez e ação dispara

13 ago 2026 - 18h13
(atualizado às 18h59)
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O Nubank ‌teve lucro líquido trimestral acima de US$1 bilhão pela primeira vez, superando as estimativas de analistas e fazendo as ações dispararem nesta quinta-feira.

A Nu Holdings registrou lucro líquido de US$1,06 bilhão no trimestre de abril a junho, alta de ⁠49% na comparação anual em base neutra por efeitos cambiais, ‌e acima da estimativa de US$967,2 milhões da Visible Alpha, informou a empresa.

As ações do banco, que tem ‌quase 139 milhões de clientes no ‌Brasil, México e Colômbia, e que se prepara para ⁠estrear nos Estados Unidos, saltaram cerca de 9% no after-market norte-americano após a divulgação do balanço, para cerca de US$15,25 cada.

O aumento do lucro foi impulsionado por receita maior e por uma melhora na margem financeira líquida ajustada ao ‌risco, disse à Reuters o diretor financeiro Rob Livingston, que ‌assumiu o cargo ⁠no mês passado.

A ⁠receita líquida cresceu 39%, para US$5,88 bilhões, superando os US$5,60 bilhões ⁠esperados pelo consenso da ‌Visible Alpha, enquanto a ‌carteira de crédito somou US$39,4 bilhões, crescimento de 37% na comparação anual e alta de 5% em relação ao trimestre anterior.

A carteira de crédito "desacelerou um pouco na sequência ⁠em termos de taxa de crescimento em relação ao primeiro trimestre", disse Livingston, observando, no entanto, que o movimento partiu de uma expansão recente incomumente alta.

O índice de inadimplência de 15 a ‌90 dias ficou em 4,8%, alta de 0,3 ponto percentual na comparação anual, mas queda em relação aos 5% do ⁠primeiro trimestre.

Já o custo do crédito, que pesou sobre as ações no trimestre passado após subir a US$1,79 bilhão, recuou desse nível para US$1,69 bilhão, ainda que com alta de 60% na comparação anual.

Livingston disse que o Nubank foi beneficiado pelo programa Desenrola de refinanciamento de dívidas para pessoas físicas lançado pelo governo federal este ano, mas acrescentou que a tendência de melhora existiria mesmo sem o programa, dada a sazonalidade e o fato de que a adesão ao Desenrola representou apenas 5% do custo total de crédito do banco.

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