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5 dicas essenciais antes de comprar sua casa própria

Antes de assinar o contrato do seu imóvel, confira as 5 coisas que você precisa saber antes de realizar o sonho da casa própria e evite erros financeiros.

13 ago 2026 - 18h47
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Resumo
Comprar a casa própria é um dos maiores sonhos, mas também exige planejamento e cuidado. Especialistas destacam dicas como guardar uma boa entrada, escolher um sistema de financiamento adequado, manter uma reserva emergencial e evitar comprometer toda a renda. Além disso, é importante optar por um imóvel compatível com sua realidade financeira atual. 🏡

Comprar a casa própria é um dos maiores sonhos do brasileiro, mas também uma das decisões financeiras mais importantes da vida. Antes de assinar qualquer contrato, existem detalhes que podem fazer toda a diferença entre realizar o sonho ou entrar em uma bola de neve de dívidas.

Foto: vgajic/Getty Images Signature / Alto Astral

Para te ajudar nessa jornada, conversamos com Victor Oliveira, Diretor da Grão Planejamento, que reuniu os pontos essenciais que todo futuro proprietário precisa dominar. A seguir, você confere 5 coisas que você precisa saber antes de realizar o sonho da casa própria — com dicas práticas para não errar na hora H.

Entrada: quanto você realmente precisa ter guardado?

Uma das primeiras dúvidas de quem quer conquistar a casa própria é sobre o valor da entrada. Segundo Victor Oliveira, "em média, a entrada exigida varia entre 20% e 30% do valor do bem". Embora existam feirões que ofereçam condições de 10%, estas são exceções raras.

A recomendação estratégica é: "realizar o maior aporte inicial possível, reduzindo assim o saldo devedor e os encargos financeiros, a menos que se trate de programas habitacionais subsidiados, como o 'Minha Casa, Minha Vida', cujas taxas são mais atrativas", explica o diretor da Grão Planejamento.

Vale lembrar que, em 2026, o programa Minha Casa, Minha Vida ampliou seu alcance para famílias com renda de até R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil, com taxas de juros que variam de 4% a 10,5% ao ano, dependendo da faixa de renda.

Financiamento da casa: prazo, juros e sistema de amortização

O prazo de um financiamento imobiliário pode chegar a 30 anos (360 meses). Em uma simulação de R$ 100 mil, com R$ 20 mil de entrada, os R$ 80 mil restantes seriam financiados.

As taxas de juros podem ser prefixadas ou pós-fixadas (atreladas a indicadores como Selic, CDI, inflação ou poupança), tornando a estrutura do crédito flexível. No mercado atual, as taxas para financiamento convencional (SBPE) giram em torno de TR + 10,99% a 12% ao ano.g1.globo+1

Além disso, a escolha do sistema de amortização impacta diretamente o fluxo de pagamento: "o sistema SAC apresenta parcelas decrescentes devido à amortização constante do saldo devedor, enquanto o sistema PRICE mantém prestações fixas ao longo de todo o contrato", detalha Victor Oliveira.

No SAC, as parcelas começam mais altas e vão diminuindo ao longo do tempo, pois a amortização é constante. Já na Tabela Price, as prestações são fixas, mas o total de juros pagos tende a ser maior no final do contrato.

Reserva de emergência: nunca use todo seu patrimônio

Antes de formalizar a compra, é imprescindível avaliar sua capacidade de pagamento, considerando custos adicionais, como reformas e taxas operacionais.

"O erro mais comum é comprometer todo o patrimônio e utilizar a reserva de emergência para a entrada", alerta Victor Oliveira. A recomendação prudente é consolidar a reserva de emergência — sem incluir o valor da entrada — para só então iniciar um fundo específico para a aquisição do imóvel.

Caso contrário, qualquer imprevisto financeiro pode levar à inadimplência e, consequentemente, ao leilão do imóvel, onde o retorno sobre o capital investido costuma ser inexpressivo.

Imóvel novo, usado ou na planta: qual escolher?

Sobre o tipo de imóvel, não há uma regra absoluta de que o "na planta" seja mais barato. "Em regiões consolidadas e com alta demanda, como Alphaville (SP), o valor do metro quadrado de um lançamento pode superar o de imóveis prontos devido à modernidade das instalações", pondera o diretor da Grão Planejamento.

Ao optar pela planta, é indispensável considerar o risco da obra e priorizar construtoras com histórico sólido, reputação ilibada e capacidade financeira para mitigar imprevistos.

Compre o imóvel que cabe no seu bolso hoje

Por fim, evite a antecipação de etapas. "Compre o imóvel que comporte sua realidade financeira atual, e não aquele que projeta uma renda futura incerta", aconselha Victor Oliveira.

É comum que corretores tentem induzir a aquisição de unidades mais caras para maximizar suas comissões. Mantenha a disciplina, analise os números com racionalidade e, se possível, conte com o auxílio de um planejador financeiro para garantir que o sonho da casa própria não se transforme em uma fonte de instabilidade financeira.

Alto Astral
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