Lucro do PicPay mais que dobra no 2º tri
O PicPay registrou lucro líquido ajustado de R$ 283 milhões no segundo trimestre, mais que o dobro do ano anterior e acima das projeções. A receita líquida subiu 67%, para R$ 4,1 bilhões, impulsionada pelo aumento de contas ativas (45,4 milhões), depósitos e avanço do crédito rentável. A carteira total dobrou para R$ 31,9 bilhões com ROE de 20,2%. Apesar da alta na inadimplência longa (9,8%), o atraso de curto prazo recuou para 7,5%, e a fintech mantém visão positiva sobre o cenário econômico.
O PicPay teve lucro líquido ajustado de R$283 milhões no segundo trimestre, mais que o dobro do resultado obtido no mesmo período de 2025, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira.
A fintech controlada pelo grupo J&F teve receita líquida de R$4,1 bilhões de abril ao final de junho, alta de 67%, com margem financeira somando R$2 bilhões, crescimento de 65%.
O PicPay tinha estimado em junho lucro líquido ajustado de R$245 milhões para o segundo trimestre, com receita ao redor de R$3,6 bilhões e margem financeira em torno de R$1,9 bilhão. Para o terceiro trimestre, a expectativa é de receita próxima de R$4 bilhões.
"Continuamos crescendo o número de contas e os depósitos cresceram bastante também. A gente teve penetração maior de produtos de crédito que têm mais rentabilidade e um índice de eficiência que vem melhorando bastante. O modelo vem ficando cada vez mais rentável conforme escala a operação como um todo", disse o presidente do PicPay, Eduardo Chedid, em entrevista à Reuters.
A carteira total de crédito somou ao final de junho R$31,9 bilhões, praticamente o dobro do mesmo período do ano anterior e perto da estimativa de R$31 bilhões, enquanto o custo do risco ficou em 3,9%, no topo da previsão que era de entre 3,7% e 3,9%. A expectativa para esse indicador para o terceiro trimestre é de avanço para entre 3,9% e 4,1%, afirmou a empresa.
Já a rentabilidade sobre o patrimônio (ROE) ajustada ficou em 20,2% no segundo trimestre.
A inadimplência acima de 90 dias no período subiu para 9,8%, ante 8,9% no segundo trimestre do ano passado.
"Não vemos nenhum tipo de deterioração da carteira. As safras atuais performaram melhor que as anteriores. Estamos amadurecendo a carteira e isso acaba impactando a métrica de 90 dias", disse Andre Cazotto, diretor financeiro. O indicador antecedente, que mede a inadimplência de 15 a 90 dias, caiu de 8,4% para 7,5%.
O PicPay encerrou o segundo trimestre com 45,4 milhões de contas ativas.
A receita média por cliente ativo cresceu 52%, para R$92, e o custo de servir ficou em R$21,3.
Olhando para o ambiente macroeconômico e para a política monetária, o PicPay não vê o atual cenário com preocupação.
"Esperávamos uma queda mais acentuada (dos juros). Ao mesmo tempo, na situação macro como um todo, a gente não vê uma deterioração que vá acontecer de maneira abrupta e muito disso pelo amortecimento que vem do mercado de trabalho", disse Chedid.
(Edição Alberto Alerigi Jr.)
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