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Lucro do Nubank, de US$ 303 milhões, é 39 vezes maior do que no 3º trimestre do ano passado

Banco digital conquistou mais 5,4 milhões de novos clientes no terceiro trimestre de 2023, e 18,7 milhões em um ano; base de clientes alcança metade da população adulta do Brasil

14 nov 2023 - 20h14
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O Nubank anunciou nesta terça-feira, 14, um lucro líquido de US$ 303 milhões no terceiro trimestre de 2023, aumento de 39 vezes em relação ao mesmo período do ano passado, quando lucrou US$ 7,8 milhões, considerando os resultados da holding, que reúne as operações no Brasil e no exterior. O banco também reportou um lucro líquido ajustado de US$ 355,6 milhões, aumento de 463%.

O banco digital anunciou um retorno sobre o patrimônio (ROE, na sigla em inglês) de 21%, considerando o lucro líquido, e de 25% no resultado ajustado, ambos entre os maiores do sistema financeiro brasileiro — BTG Pactual tem indicador ajustado na casa dos 23% e Itaú e Banco do Brasil de 21%. "Esse ROE coloca o Nubank entre as empresas mais rentáveis da América Latina", disse o diretor financeiro da fintech ao Estadão/Broadcast, Guilherme Lago.

Lago observa que o Nubank está alcançando níveis elevados de retorno e de lucratividade, superiores ao esperado pelo mercado, enquanto continua investindo no desenvolvimento de produtos, como o crédito consignado, que começou a operar este ano, e na expansão geográfica, com avanço dos negócios no México e na Colômbia. Além disso, tem US$ 2,3 bilhões em excesso de capital do que o mínimo exigido pelos reguladores.

O banco digital conseguiu conquistar mais 5,4 milhões de novos clientes no terceiro trimestre de 2023, e 18,7 milhões em um ano. Com isso, ultrapassou em outubro a marca de 90 milhões de clientes, dos quais 85 milhões no Brasil. "Isso já representa mais 50% da população adulta no Brasil", disse Lago.

Nubank está em nível elevado de lucratividade, acima do esperado pelo mercado
Nubank está em nível elevado de lucratividade, acima do esperado pelo mercado
Foto: TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO / Estadão

Com mais clientes e produtos, o Nubank teve receita recorde no trimestre de US$ 2,1 bilhões, aumento de 53% e quatro vezes maior do que era há dois anos. Indicador monitorado de perto nos bancos digitais, a receita média mensal por cliente ativo (ARPAC, na sigla em inglês) chegou pela primeira vez em dois dígitos, a US$ 10, crescimento de 18% em 12 meses. Ao mesmo tempo, o custo médio mensal de atendimento por cliente ativo ficou praticamente inalterado, em US$ 0,90.

Crédito e inadimplência

A taxa de inadimplência do Nubank caiu para períodos mais curtos, entre 15 a 90 dias, fechando setembro em 4,2%, ante 4,1% ao final do segundo trimestre. Já para atrasos acima de 90 dias, subiu 0,2 ponto, para 6,1%. "A área de crédito ficou sob controle e dentro das expectativas", afirma Lago.

"Vamos continuar crescendo no crédito de maneira forte, tanto em cartão como no crédito pessoal. Como resultado disso, a inadimplência pode até voltar a subir, mas isso será mais do que compensado pelo aumento das receitas que esperamos ter", disse Lago. "Não estamos em negócio de minimizar inadimplência, estamos em negócio de maximizar resultado."

A carteira de crédito chegou a mais de US$ 15 bilhões no final de setembro, dos quais 80% são cartão de crédito e o restante em crédito pessoal — ambas com expansão anual na casa dos 50%. "A gente praticamente dobrou a originação de crédito pessoal em 12 meses", disse Lago, destacando que a saiu de R$ 4,6 bilhões no terceiro trimestre de 2022 para quase R$ 9 bilhões no mesmo período de 2023.

Estadão
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