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Lemann, Telles e Sicupira: Quem são os maiores acionistas da Americanas que viraram alvo dos bancos

Varejista divulgou no começo de janeiro a descoberta de 'inconsistências financeiras' estimadas em R$ 20 bilhões e, oito dias depois, entrou em recuperação judicial com uma dívida de R$ 43 bilhões; empresa trava briga com bancos para conseguir sobreviver

25 jan 2023 - 12h48
(atualizado em 25/1/2023 às 18h22)
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A Americanas passa pela fase mais difícil de sua história. O executivo Sergio Rial, que assumira como CEO da companhia no começo do ano, deixou o cargo dez dias após sua posse depois de encontrar "inconsistências financeiras" na empresa, estimadas naquele momento em R$ 20 bilhões. O rombo anunciado em 11 de janeiro fez as ações da empresa despencarem na Bolsa de Valores nos dias seguintes, sendo cotadas a menos de R$ 1 cada uma. Oito dias depois, em 19 de janeiro, a companhia entrou em recuperação judicial, em meio a suspeitas de fraude e a uma escalada na tensão entre os principais acionistas da empresa e os bancos, que se revoltaram com as explicações dadas por seus maiores investidores, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.

Os três são os empresários por trás do sucesso da Anheuser-Busch InBev, criada em 2004 a partir da fusão da belga Interbrew e da brasileira Ambev. Eles lideram o fundo de investimentos 3G Capital, que não tem participação na Americanas. O investimento na varejista foi o primeiro não financeiro do trio, que ficou na empresa por décadas, até deixar seu controle em 2021.

Logo após renunciar, Rial afirmou que o caso pode ter ocorrido ao longo dos últimos anos, ou seja, quando o trio de investidores, chamados de "acionistas de referência" da Americanas, ainda davam as cartas na empresa. Com a inconsistência financeira de cifra bilionária, a companhia precisa agora se capitalizar, e o investimento de Lemann, Telles e Sicupira, que têm um patrimônio estimado em mais de R$ 160 bilhões, juntos, é uma das possibilidades para tirar a empresa desse entrave. Nos últimos dias, eles divulgaram a intenção de colocar R$ 6 bilhões no negócio, valor considerado pelo mercado como insuficiente. A estimativa é que seria necessário um aporte de até R$ 15 bilhões.

Também sócio da 3G Capital, Beto Sicupira integra o conselho de administração das Lojas Americanas, mesa que compartilha com Paulo Alberto Lemann, filho do sócio. Junto com sua família, Sicupira tem fortuna estimada em R$ 39,85 bilhões.

Estadão
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