Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Leilão de baterias tem redução de garantias e outras mudanças para fomentar interesse

28 out 2026 - 12h38
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A Aneel aprovou o edital do primeiro leilão de baterias do Brasil com medidas para incentivar a competição, como a redução de quase 40% nas garantias e a permissão para consórcios do mesmo grupo econômico. Apesar do alívio e do recorde de 296 GW cadastrados, regras rígidas de capacidade financeira foram mantidas para barrar aventureiros. O certame ocorrerá em dezembro com preços-teto definidos, enquanto geradores ainda tentam no Congresso transferir os custos dessa contratação.

O primeiro leilão de baterias do Brasil ‌teve edital aprovado com mudanças para permitir maior competitividade entre as empresas participantes, além de uma redação mais genérica sobre a base pagadora dos custos da contratação, conforme deliberado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na terça-feira.

Os valores das garantias de proposta e de fiel cumprimento caíram quase 40%, acompanhando a atualização do investimento de referência para as ⁠baterias, que passou de R$9,8 milhões para R$6 milhões por megawatt (MW).

Também foi aceita a possibilidade ‌de formação de consórcios entre empresas do mesmo grupo econômico, ponto que vinha sendo pleiteado por empresas interessadas.

O certame de baterias tem sido amplamente aguardado pelo setor elétrico, ‌uma vez que ampliará o leque de recursos de ‌segurança energética do Brasil em meio ao forte crescimento das fontes renováveis de ⁠energia, e já tem mobilizado diversos investidores, incluindo fabricantes estrangeiras e nacionais do segmento.

As mudanças no edital devem ajudar a ampliar a disputa no certame inédito, que atraiu cadastramento recorde de mais de 296 gigawatts (GW) de empreendimentos, segundo a agência reguladora.

Mas a Aneel manteve exigências para comprovação da capacidade financeira dos empreendedores, visando evitar a participação de "aventureiros" no ‌leilão.

Para consórcios de empresas do mesmo grupo econômico, por exemplo, a comprovação do patrimônio líquido ‌mínimo será feita apenas por ⁠meio da controladora, ⁠de forma a evitar distorções de dupla contagem de patrimônio, como a que teria ocorrido no leilão ⁠de térmicas realizado em março.

No caso de ‌fundos de investimento em participações (FIP) com ‌projetos participantes do leilão, deverão ser identificados os cotistas cuja participação indireta seja superior a 5%. A ideia, segundo a Aneel, é exigir a identificação dos investidores que tenham exposição econômica relevante nos projetos vencedores.

Os preços-teto do leilão foram fixados ⁠em R$1,76 milhão por MW ao ano para a disputa de baterias com conteúdo nacional, marcada para 2 de dezembro, e de R$1,58 milhão por MW ao ano para a concorrência de 4 de dezembro, que não tem exigência de nacionalização.

Já com relação à discussão sobre os pagadores do custo ‌associado ao leilão, tema que ameaça causar uma judicialização, a Aneel retirou do edital referências expressas aos geradores de energia como base pagante, substituindo pela expressão "usuários de reserva ⁠de capacidade".

No entanto, o regulador ressaltou que isso não muda o entendimento atual de quem são os pagadores -- os geradores, conforme definido em lei --, e nem prepara o edital para uma eventual mudança da legislação.

Os geradores de energia estão se mobilizando no Congresso para conseguir mudar, antes do leilão em dezembro, o trecho de uma lei que imputa a eles os custos da contratação das baterias para o setor elétrico brasileiro.

Caso isso ocorra, a Aneel irá rediscutir os contratos associados ao leilão, afirmou o relator do processo, Gentil Nogueira.

"É lógico, há o interesse legítimo na modificação legislativa, a gente compreende essa posição. Mas de qualquer forma, havendo a modificação legislativa, qualquer texto que fosse colocado traria invariavelmente a discussão para a Aneel sobre os efeitos sobre esse contrato", destacou Nogueira, na véspera.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra