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Kazimir diz que alta dos juros em setembro ainda deverá ser necessária mesmo que cenário melhore

27 jul 2026 - 08h01
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O Banco Central Europeu ‌precisará aumentar as taxas de juros pelo menos mais uma vez para conter a inflação, e uma deterioração nas perspectivas poderia justificar um aperto monetário maior do que o esperado atualmente, afirmou nesta segunda-feira o presidente ⁠do banco central eslovaco, Peter Kazimir.

O BCE manteve os ‌juros na semana passada mas deu sinais claros de um aumento em sua próxima reunião, em setembro, ‌já que os preços do petróleo ‌e do gás dispararam neste mês devido à ⁠retomada do conflito no Oriente Médio.

"Continuo a acreditar que será necessário pelo menos mais um aumento como parte de nosso ajuste moderado aos riscos de inflação", afirmou Kazimir em um artigo de opinião. "Isso se justifica mesmo ‌que a situação melhore um pouco."

Ele acrescentou que seriam ‌necessários dados econômicos "muito convincentes" ⁠e desenvolvimentos ⁠geopolíticos nas próximas semanas para que ele não defenda uma ação ⁠em setembro.

Um dos ‌principais motivos pelos quais ‌o BCE manteve os juros neste mês foi que o aumento da inflação ainda não gerou impactos significativos de segunda ordem nos preços, mas Kazimir afirmou ⁠que as autoridades precisam agir preventivamente.

"Eles geralmente se formam discretamente. Quando se tornam totalmente visíveis, é caro revertê-los. Nossa tarefa é agir antes desse ponto, não depois", disse ele.

Os mercados ‌financeiros preveem pelo menos mais dois aumentos nas taxas de juros por parte do BCE, com o primeiro já ⁠totalmente precificado até outubro e o segundo até março.

Essas expectativas são altamente voláteis, no entanto, e variam de acordo com os preços do petróleo, que atualmente se situam entre os cenários "básico" e "mais moderado" do BCE.

"Caso a situação se agrave, com as pressões sobre os preços se tornando mais fortes e persistentes, precisaremos adotar medidas de aperto monetário mais intensas nos próximos trimestres do que o esperado atualmente", acrescentou Kazimir.

"Não surpreendemos os mercados em julho e não devemos surpreendê-los em setembro", disse Kazimir.

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