Jogo que eliminou Brasil na Copa derruba varejo, mas garante crescimento de bares
No domingo da derrota para a Noruega, varejo total recuou 1,7% em relação a 2025, enquanto bares e casas noturnas avançaram 13,8%, segundo dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA)
A eliminação do Brasil na Copa do Mundo derrubou o varejo como um todo, mas garantiu um dia de crescimento para os bares. No domingo da derrota para a Noruega, o varejo total recuou 1,7% em relação ao mesmo domingo de 2025, enquanto o segmento de bares e casas noturnas avançou 13,8%, segundo dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).
O movimento sugere uma mudança na jornada de consumo ao longo do dia. Antes da partida, os brasileiros anteciparam compras em supermercados para assistir ao jogo em casa.
Depois da eliminação, os gastos se concentraram nos bares, indicando que parte dos consumidores manteve a programação fora de casa ou buscou esses estabelecimentos após o fim da partida.
Segundo a Cielo, supermercados e hipermercados cresceram 9,1% no domingo do jogo. O varejo alimentício especializado teve alta ainda maior, de 16%. Já o e-commerce avançou 5,8%, enquanto as lojas físicas recuaram 3,9%.
Para o vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, Carlos Alves, grandes eventos esportivos continuam tendo forte capacidade de reorganizar a jornada de consumo, mesmo quando o resultado em campo não é positivo. "O jogo contra a Noruega mostra como o comportamento do consumidor se adapta rapidamente ao contexto", disse.
O recorte por horário reforça essa leitura. No varejo total, o pico de vendas ocorreu às 11h, quando concentrou 5,66% do volume diário de transações, acima dos 4,67% registrados no mesmo domingo de 2025. Nos supermercados, o maior movimento também foi às 11h, com 8,01% das vendas do dia.
Nos bares, porém, o maior fluxo veio depois da partida. Às 19h, o segmento concentrou 8,27% do volume diário de transações, ante 1,80% no mesmo horário do ano anterior.
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