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Japão mantém viva ameaça de intervenção no iene e afirma estar em contato próximo com os EUA

3 jul 2026 - 08h06
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O Japão emitiu um novo alerta aos mercados cambiais nesta sexta-feira, quando a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, afirmou que o governo mantém contato regular com os Estados Unidos ⁠sobre questões cambiais e continua pronto para sustentar ‌o iene depois que a moeda se recuperou de mínimas de 40 anos.

O iene ‌obteve algum alívio com a ‌fraqueza generalizada do dólar depois que o ⁠relatório fraco de empregos dos EUA divulgado na quinta-feira afastou as apostas do mercado quanto a aumentos iminentes da taxa de juros pelo Federal Reserve.

"Nossa postura não mudou em nada. ‌Responderemos de forma adequada a qualquer momento, conforme ‌necessário", disse Katayama ⁠em uma ⁠coletiva de imprensa de rotina, quando questionada sobre a fraqueza ⁠persistente do ‌iene.

Enfatizando a vigilância do ‌governo, Katayama disse que as autoridades japonesas e norte-americanas permanecem em contato próximo sobre questões cambiais, "mesmo quando os EUA estão em feriado".

O ⁠iene subiu repentinamente em relação ao dólar na quinta-feira, com os operadores atentos à possibilidade de intervenção e nervosos com uma possível nova abordagem para ‌a compra oficial de moeda. Os operadores afirmaram que o movimento foi pequeno demais para ⁠sugerir uma intervenção.

O iene era negociado a 161,2 por dólar nesta sexta-feira, tendo se recuperado da mínima de 40 anos de 162,84 atingida na terça-feira.

A fraqueza prolongada da moeda tornou-se uma dor de cabeça crescente para as autoridades, inflacionando o custo das matérias-primas importadas e agravando a pressão sobre famílias e empresas que já enfrentam preços mais altos de energia ligados à guerra no Irã.

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