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Itália multa Shein em mais de R$ 6 milhões por práticas vistas como 'greenwashing'

Autoridade Italiana da Concorrência considerou que informações prestadas pela varejista chinesa sobre questões ambientais são vagas, genéricas e omissivas; Shein não respondeu às tentativas de contato da reportagem

5 ago 2025 - 09h41
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A Infinite Styles Service Co. Limited, empresa responsável pelo gerenciamento do site da varejista chinesa Shein na Europa, foi multada pela Autoridade Italiana da Concorrência (AGCM, na sigla em italiano) em € 1 milhão (cerca de R$ 6,37 milhões na cotação atual) pelo uso de mensagens e reivindicações ambientais enganosas na promoção e venda de produtos de vestuário. A prática é conhecida como "greenwashing". Procurada, a Shein não respondeu às tentativas de contato da reportagem.

Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira, 4, a AGCM afirmou que a Shein disseminava, em alguns casos, alegações ambientais vagas, genéricas, excessivamente enfáticas, enganosas e até omissivas por meio do seu site e de outras plataformas digitais promocionais ou informativas.

Em uma nota enviada ao portal ESG Today, a empresa afirmou que cooperou com o processo de investigação da AGCM e que adotou medidas imediatas para resolver as preocupações levantadas pelo órgão assim que tomou conhecimento delas. Assim que a Shein responder às tentativas de contato da reportagem, este texto será atualizado.

A AGCM apontou que as afirmações da Shein relacionadas à moda circular - modelo de produção e consumo de roupas que busca reduzir o impacto ambiental da indústria da moda - e à reciclagem dos produtos foram consideradas "falsas ou pelo menos confusas".

O órgão também criticou a varejista chinesa por dizer que usa fibras "verdes" nas peças da coleção evoluSHEIN by Design - iniciativa da marca para acelerar o uso de materiais reciclados e processos de fabricação responsáveis - sem especificar como isso acontece.

"Essas alegações podem levar os consumidores a acreditarem que não apenas a coleção evoluSHEIN by Design é feita exclusivamente de materiais 'sustentáveis', mas também que seus produtos são totalmente recicláveis - uma afirmação que, dadas as fibras usadas e os sistemas de reciclagem atuais, não reflete a realidade", apontou o comunicado.

A AGCM destacou ainda que a Shein alega ter a intenção de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 25% até 2030 e atingir zero emissões até 2050 de forma considerada "vaga e genérica". No entanto, de acordo com o órgão, essa meta é contradita pelas ações da empresa, que registrou aumento real nas emissões nos últimos dois anos.

Estadão
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