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Itália exige cláusula de salvaguarda de 5% para apoiar acordo União Europeia-Mercosul

Pela proposta, acordo seria suspenso caso importações da América Latina ultrapassassem certo volume ou se preços agrícolas europeus caíssem acima de 5%

8 jan 2026 - 10h25
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A Itália definiu suas condições finais para apoiar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, exigindo mecanismos de proteção mais rigorosos para os agricultores europeus. Em entrevista ao jornal Il Sole 24 Ore, nesta quinta-feira, 8, o ministro da Agricultura e da Soberania Alimentar, Francesco Lollobrigida, afirmou que Roma pressiona para reduzir de 8% para 5% o limite que aciona as cláusulas de salvaguarda do tratado.

Pela proposta italiana, o acordo seria suspenso automaticamente caso as importações da América Latina ultrapassassem um certo volume ou se os preços agrícolas europeus caíssem em porcentual superior a 5%.

"Queremos que esse limite de 8% seja reduzido para 5%. E acreditamos que existem as condições para alcançar esse resultado", declarou o ministro, sinalizando que a posição de Roma pode ser decisiva na votação do bloco.

Durante uma conferência de imprensa em Bruxelas, onde se reuniu com os Comissários Europeus Christophe Hansen (Agricultura), Maroš Šefcovic (Comércio) e Olivér Várhelyi (Saúde e Bem-Estar Animal), Lollobrigida reforçou a necessidade de reciprocidade nas normas sanitárias e ambientais.

"As imposições que valem para as nossas empresas devem estar em vigor também para os produtos que chegam de fora da UE; se assim não for, teremos uma concorrência desleal nos preços que colocaria de joelhos o nosso sistema."

Apesar da postura firme, o governo italiano indicou que a aprovação está próxima, caso as garantias sejam atendidas. "Se as condições de garantia do mundo produtivo que exigimos forem certificadas, aprovaremos a adesão ao acordo UE-Mercosul", disse Lollobrigida, acrescentando que as negociações estão na "reta final".

A presidência rotativa do Conselho da UE, atualmente ocupada por Chipre, trabalha para fechar o texto ainda nesta semana. A ministra da Agricultura cipriota, Maria Panayiotou, afirmou após a reunião extraordinária com os 27 ministros da Agricultura, ocorrida na quarta-feira, 7, que o objetivo é "tentar tomar uma decisão" sobre o acordo e os instrumentos de salvaguarda até o fim de semana. O próximo passo decisivo será a reunião dos embaixadores dos Estados-membros (Coreper), agendada para esta sexta-feira, 9.

Estadão
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