Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

IPCA desacelera mais que o esperado em junho com queda de alimentos e tem menor nível em 8 meses

10 jul 2026 - 09h09
(atualizado às 09h48)
Compartilhar
Exibir comentários

A inflação no Brasil desacelerou mais ‌do que o esperado em junho, com queda nos preços dos alimentos e custos mais baixos da energia elétrica residencial, chegando ao menor nível em oito meses, em meio aos esforços do Banco Central para levar a alta dos preços à meta.

Em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,16%, após alta de 0,58% em maio, informou ⁠o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Essa é a leitura mensal mais baixa desde ‌outubro, quando o IPCA apresentou avanço de 0,09%.

O resultado levou a taxa em 12 meses a 4,64%, de 4,72% no mês anterior. A meta contínua para a inflação é ‌de 3,0%, com margem de tolerância de 1,5 ponto ‌percentual para mais ou menos.

Os resultados ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters ⁠de altas de 0,31% na comparação mensal e de 4,80% em 12 meses.

Em junho, o grupo Alimentos e Bebidas teve queda de 0,24% e registrou o maior impacto negativo sobre o índice do mês, após alta de 1,33% em maio.

Os custos da alimentação no domicílio caíram 0,39%, depois de subirem 1,65% no mês anterior. Apresentaram quedas café moído (-3,72%), frutas (-1,58%) e ‌carnes (-0,64%), enquanto feijão-carioca (8,31%) e batata-inglesa (3,57%) avançaram.

Por outro lado, o grupo Habitação registrou a maior variação e ‌o maior impacto, com alta ⁠de 0,63% no mês. ⁠Ainda assim, mostrou desaceleração depois de ter subido 1,22% em maio.

Isso porque o aumento nos preços da ⁠energia elétrica residencial diminuiu a 1,53% em junho, ‌de 3,67% no mês anterior, ainda ‌que tenha exercido o maior impacto individual no resultado do IPCA.

No mês de junho, as contas de luz seguiram com bandeira amarela, o mesmo que em maio, o que representa um custo adicional de R$1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Já os Transportes ⁠saíram de uma queda de 0,46% em maio para alta de 0,17% em junho, refletindo a alta de 7,12% das passagens aéreas mas recuo de 0,48% nos combustíveis -- etanol (-3,09%), óleo diesel (-1,19%), gás veicular (-0,19%) e gasolina (-0,12%).

A inflação de serviços mostrou um leve alívio em junho com taxa de 0,34%, de 0,40% em maio, ‌acumulando em 12 meses avanço de 5,90%.

O índice de difusão, que mostra o espalhamento das variações de preços, recuou para 54%, de 65% no mês anterior.

Além das repercussões da guerra ⁠no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis e de outros produtos, estão no radar ainda questões climáticas, como o El Niño.

Na quinta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a possível decisão do governo de eliminar a subvenção à gasolina, que seria tomada nesta semana, ficará para a semana que vem diante dos novos atritos entre Estados Unidos e Irã.

O Banco Central cortou a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual no mês passado, a 14,25% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto, indicando que combinará momentos de pausa e retomada no ciclo de cortes da Selic para levar a inflação à meta de 3% no primeiro trimestre de 2028.

A mais recente pesquisa Focus do BC mostra que a projeção para o IPCA é de alta de 5,30% em 2026, indo a 4,18% em 2027.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra