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IPCA + 6%: conheça fundos que superam esse benchmark

21 jun 2024 - 22h33
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IPCA + 6% como investir
IPCA + 6% como investir
Foto: Suno

"Benchmark" é uma palavra inglesa que significa padrão de referência. No mercado financeiro, ela é adotada como a rentabilidade mínima desejada por um fundo de investimentos. E uma das mais conhecidas é "IPCA + 6% ao ano". Mas o que isso significa e quais opções têm conseguido superar essa marca?

IPCA, ou Índice de Preços ao Consumidor Amplo, é o índice oficial de inflação do Brasil. A proposta de qualquer investimento é, antes de tudo, proteger o patrimônio do investidor e impedir a perda de seu poder de compra.

O valor de 6% para uma rentabilidade real anual, ou seja, de cerca de 0,5% ao mês, significa uma tentativa de ampliar esse patrimônio em cerca de 10% ao ano, num cenário como o atual, em que a inflação está perto de 4%, no acumulado dos últimos 12 meses. Esse valor está, também, próximo da Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, hoje em 10,5% ao ano.

Hoje, na convenção do mercado financeiro brasileiro, o IPCA + 6% ao ano serve como uma espécie de "fronteira" que simboliza quando o cenário se torna mais favorável para os investimentos de renda fixa em relação aos de renda variável. Nesse caso, a referência é o spread oferecido nos títulos NTN-N, que são os papeis do Tesouro Direto com remuneração atrelada ao IPCA, também conhecidos como "Tesouro Direto IPCA+".

Nesta quinta-feira (20), os spreads oferecidos estavam na faixa de 6,3%, o que mostra uma vantagem teórica para a renda fixa, que consegue oferecer boa rentabilidade em cenários de menor risco.

IPCA + 6%: renda variável tem opções acima do benchmark

Mas há também boas opções no mercado de renda variável que conseguem superar, até com alguma forma, a marca de IPCA + 6%. Alguns fundos, inclusive, cobram taxa de performance sobre o que excede esse valor - o que requer um esforço redobrado da equipe de gestão para uma boa escolha da carteira.

"De forma geral, para superar o benchmark citado, os investimentos a serem realizados contam com ajuste inflacionário: dívidas pós-fixadas, dívidas corporativas ou mesmo ativos reais como imóveis, que retêm valor ao longo do tempo mesmo em períodos de inflação elevada, principalmente pelo mecanismo do contrato de aluguel, que conta com reajuste inflacionário anual", explica Rafael Ohmachi, portfolio manager da RB Capital.

Ele aponta que o investidor deve estar atento aos riscos atrelados, como risco de crédito, no caso dos fundos que adquirem títulos de dívida, e risco de baixa liquidez, ou seja, de dificuldade de negociação das cotas dos fundos no mercado secundário. 

E mostra ainda um cuidado que o investidor deve tomar. "Não se pode observar Fundos ou ativos que apresentaram boa performance recente e acreditar que ela irá se repetir e/ou perpetuar automaticamente", diz o gestor, citando a importância de buscar times de análise que atuem com inteligência e conhecimento técnico.

Entre os produtos da gestora que vêm superando o IPCA + 6%, Ohmachi aponta os fundos imobiliários RRCI11, com dividend yield de 12,27% nos últimos 12 meses, e RFOF11, com 12,03%. Segundo o gestor da RB Capital, são fundos acompanhados de forma periódica, "com flexibilidade para giro da carteira a depender do momentum e acompanhamento do mercado", aponta.

O especialista também cita o RB Capital Debêntures Incentivadas FIC FI RF, com menor volatilidade no valor da cota e uma gestão ativa que busca ganho de capital pelo giro da carteira e pela rentabilidade acima do carrego. O fundo acumula nos últimos 12 meses uma rentabilidade de 19,22%.

Selic estagnada, crédito vantajoso

Fundos como foco em crédito também podem ser oportunidade. Na gestora AZ Quest, um dos ativos que vem performando bem acima do benchmark abordado aqui é o AZ Quest Altro FIC FIM CP, voltado para a alocação em ativos de crédito privado de alta qualidade (high grade), que tendem a ter menor risco de inadimplência.

O fundo oferece uma rentabilidade acumulada de 6,50% nos primeiros meses do ano e, nos últimos meses, de 17,70%.

A Clave Capital, gestora de fundos de diversos segmentos, também tem conseguido bons resultados em fundos de crédito, alguns deles com opção com maior apetite para o risco, como o Multi Credit Plus, que tem um foco high yield, ou seja, que busca maior rentabilidade, com exposição a ativos de menor qualidade.

A rentabilidade acumulada do fundo nos últimos 12 meses é de 15,33%, enquanto o CDI do mesmo período está em 12,22%.

ETFs: outra opção para superar IPCA + 6%

Alessandra Gontijo, CCO e sócia da Investo, explica que a casa tem dois ETFs, fundos que replicam índices nacionais e internacionais, que vêm superando a rentabilidade de 10% ao ano.

Um deles é o USTK11, que replica o VGT (Vanguard® Information Technology), com mais de 300 empresas de tecnologia dos EUA e com rentabilidade de 44% nos últimos 12 meses; no acumulado dos últimos 10 anos, o retorno médio é de IPCA+24% ao ano.

"Ele proporciona uma alocação diversificada, que, no período de 2005 a 2023, superou o rendimento anual do S&P 500 em 14 dos 19 anos, reforçando o potencial de desempenho ao investir nas empresas deste setor", explica a especialista.

Outra opção da casa é o WRLD11, que está atrelado ao VT (Vanguard® Total World Stock), que registrou rentabilidade de 427% nos últimos 10 anos, um retorno real de IPCA + 11,7% ao ano a partir de uma alocação ainda mais pulverizada, que reúne mais de 9.800 empresas ao redor do mundo.

"O WRLD11 ainda acompanha a variação cambial do dólar, fator essencial para a constituição de patrimônio no longo prazo", completa Alessandra, destacando que os dois ETFs são acessados via B3, com liquidez em D+2 e baixo custo de administração,

Este texto não é uma recomendação de investimentos e não faz promessas de rentabilidade vinculadas ao IPCA ou a qualquer outro indexador. A intenção aqui é apenas mostrar opções de investimentos e seus últimos resultados.

Suno
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