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IPCA-15: prévia da inflação sobe 0,70% em setembro, acima do esperado

Mercado esperava aceleração de 0,53% no mês, segundo pesquisa 'Projeções Broadcast'; maior variação e o maior impacto positivo vieram de habitação, com alta na conta de luz

25 set 2026 - 09h23
(atualizado às 15h51)
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Resumo
O IPCA-15 subiu 0,70% em setembro, superando as expectativas do mercado e atingindo a maior alta para o mês desde 2021. Com o resultado, a prévia da inflação acumula 4,47% em 12 meses, aproximando-se do teto da meta do Banco Central de 4,5%. Todos os grupos pesquisados pelo IBGE registraram avanço, pressionados principalmente pela energia elétrica residencial, que saltou 7,42% após o fim do Bônus de Itaipu, além das altas expressivas nos preços dos alimentos, cigarros e passagens aéreas.

RIO - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação oficial do País, subiu 0,70% em setembro, após ter recuado 0,40% em agosto, informou nesta sexta-feira, 25, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta de 0,7% representa a maior para o mês desde 2021, quando foi de 1,14%. A taxa superou todas as estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que iam de alta de 0,45% a 0,66%, com mediana de 0,53% para o mês.

IPCA-15 registrou aumento de 3,82% no acumulado do ano
IPCA-15 registrou aumento de 3,82% no acumulado do ano
Foto: Ed Ferreira/Estadão / Estadão

Com o resultado, o IPCA-15 registrou um aumento de 3,82% no acumulado do ano. Em 12 meses, a alta foi de 4,47%. Com isso, se aproximou do teto de 4,5% da meta perseguida pelo Banco Central para o índice oficial de inflação do País, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também calculado pelo IBGE.

O aumento de 4,47% veio acima da mediana das projeções, de 4,31%, com piso de avanço de 4,20% e teto de 4,70%.

Todos os grupos pesquisados pelo IBGE tiveram alta em setembro. A principal pressão veio da energia elétrica, responsável pelo principal e maior impacto individual no mês. Após cair 6,25% em agosto, o item subiu 7,42% em setembro com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, que havia sido creditado nas faturas emitidas no mês anterior.

O IBGE destacou a manutenção da bandeira tarifária amarela em setembro, acrescentando R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Houve também menção à redução tarifária em Fortaleza, vigente desde 26 de agosto, associada à incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Outra pressão veio dos alimentos, que registraram alta de 0,4%, após dois meses de quedas consecutivas. O avanço foi puxado por aumentos no tomate (20,76%), arroz (2,39%) e carnes (1,30%), enquanto quedas no feijão carioca (-6,33%), cebola (-4,41%) e café moído (-1,36%) ajudaram a conter o resultado. Também houve aceleração na alimentação fora do domicílio (0,44%).

O IBGE também destacou ainda o aumento dos cigarros (14%), devido ao reajuste aplicado em agosto, e das passagens aéreas (9,82%).

Para o IPCA-15, o IBGE coletou preços entre 15 de agosto e 15 de setembro de 2026 e comparou com os vigentes de 16 de julho a 14 de agosto de 2026.O indicador cobre famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.

Estadão
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