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Investimentos verdes no Brasil: Como está o apetite de cinco grandes bancos para 2026

Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Citi falam sobre os instrumentos de financiamento sustentável que estarão nos seus portfólios neste ano

6 jan 2026 - 10h11
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Passados os eventos da 30.ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-30) e as discussões mais acaloradas sobre financiamento climático, as instituições financeiras devem manter posição relevante no mercado para viabilizar a transição mais rápida para uma economia de baixo carbono no Brasil, seja disponibilizando linhas de crédito atreladas à sustentabilidade, seja emitindo títulos verdes.

Ao Estadão, cinco grandes bancos em atuação no País: Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Citi Brasil indicam um cenário de continuidade de ofertas de instrumentos de financiamento sustentável em 2026, além da possibilidade de ampliação do portfólio de investimentos neste ano. As instituições financeiras citam foco em setores estratégicos como energia, mobilidade e agricultura.

Itaú

O Itaú prevê para 2026 a manutenção e a ampliação de instrumentos financeiros sustentáveis para apoiar clientes em diferentes estágios de maturidade em práticas ESG, diz a diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da companhia, Luciana Nicola. No agronegócio, por exemplo, a perspectiva é seguir com a prateleira ESG Agro, que reúne modalidades voltadas a bioinsumos, certificações e energia solar, e que já mobilizou mais de R$ 5 bilhões em produtos ESG.

Entre outras frentes, continuará sendo disponibilizado ao investidor soluções diversas como financiamento para veículos híbridos e elétricos, para pessoas físicas, além do financiamento de atividades, como produção de biocombustíveis, estímulo à mobilidade sustentável, ampliação de redes de tratamento e distribuição de água e esgoto, para pessoas jurídicas.

O Banco do Brasil cita também a manutenção de compromissos de longo prazo (para 2030) focados em investimentos sustentáveis: R$ 500 bilhões em saldo da Carteira de Crédito Sustentável; R$ 200 bilhões em agricultura sustentável; R$ 30 bilhões em energia renovável; R$ 5 bilhões em bioeconomia; R$ 100 bilhões em recursos sustentáveis captados, entre outros.

Bradesco

No caso do Bradesco, a instituição afirma que, neste ano, vai seguir com o compromisso de impulsionar iniciativas sustentáveis, ampliando e aprimorando instrumentos financeiros vinculados a critérios ESG. Uma das principais frentes está na atuação dentro do mercado de capitais, com a estruturação de títulos e empréstimos rotulados (green e sustainability linked), alinhados ao quadro de finanças sustentáveis do banco.

A companhia também enumera produtos e linhas de crédito verdes que devem permanecer neste ano, como financiamento para energia solar e mobilidade de baixa emissão, além de crédito voltado para energia renovável, saneamento e água, mobilidade sustentável, agricultura de baixo carbono e gestão de resíduos, entre outros setores.

"A sustentabilidade é parte essencial da nossa estratégia de negócios", afirma em nota ao Estadão. "Nosso foco é gerar impacto socioambiental positivo e mensurável, combinando estruturação financeira com transparência, em linha com a estratégia de sustentabilidade do Bradesco."

Santander

O apoio do Eco Invest, programa do governo federal para financiamento de projetos sustentáveis, também é destacado pelas instituições financeiras como um aliado dos bancos para os investimentos verdes de 2026. No ano passado, a iniciativa destinou R$14 bilhões em recursos para esse fim.

A execução do programa é citada pela gestora Esther Unzueta Dominguez como uma das frentes à mira do Santander neste ano. Ela é diretora de Finanças Sustentáveis do banco.

"O foco do Santander continuará sendo o financiamento da transição climática por meio de operações de mercado e project finance, mantendo nossa liderança nessas áreas, especialmente nas de energias renováveis, infraestrutura e saneamento. A execução do programa Eco Invest será (também) outra frente de atuação relevante, viabilizando projetos alinhados às diretrizes de blended finance do Tesouro Nacional. E outra frente importante (será) o apoio a projetos financiados pelo Fundo Clima do BNDES."

Citi Brasil

"O mercado brasileiro de investimentos verdes tem amadurecido rapidamente e ganhado tração", avalia o presidente do Citi Brasil, Marcelo Marangon. "Vemos apetite para continuidade das emissões de títulos verdes e sociais e também de títulos e empréstimos associados a metas (de ESG), conhecidos no mercado como sustainability-linked bonds e loans."

O executivo também cita ganho de espaço dos instrumentos de blended finance (financiamento público e privado) e de produtos personalizados neste ano. "(No Citi Brasil), vamos continuar a customizar nossos produtos às demandas particulares dos clientes, como é o caso do Sustainable Supply Chain Finance, que integra aspectos sociais, ambientais e climáticos ao financiamento de fornecedores na cadeia de suprimentos."

Estadão
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