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Interdição da refinaria Refit mobiliza setor de combustíveis em prol da garantia de oferta

29 set 2025 - 17h22
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A interdição da refinaria carioca Refit, que abastecia cerca de 10% do mercado de combustíveis de São Paulo e 20% do Rio de Janeiro, mobilizou o setor, incluindo distribuidoras e a Petrobras, para que a oferta de derivados de petróleo não seja reduzida aos consumidores, afirmaram representantes do segmento nesta segunda-feira.

A Refit foi interditada na última sexta-feira pela agência reguladora ANP após a identificação de inconformidades operacionais e suspeita de importação irregular de combustíveis, em operação que envolveu a polícia e a Receita Federal. A Refit nega as irregularidades apontadas.

A Brasilcom, que representa distribuidoras regionais, afirmou que a suspensão temporária das atividades da Refit impôs um "desafio adicional ao suprimento de combustíveis no Estado do Rio de Janeiro".

"Diante desse cenário, as distribuidoras regionais associadas à Brasilcom reafirmam seu compromisso de atuar de forma coordenada para evitar qualquer risco de desabastecimento", declarou.

A entidade declarou também que as suas associadas "reiteram seu compromisso com o interesse público, a segurança energética e a modicidade de preços".

Também nesta segunda-feira, o IBP, que representa as principais petroleiras e distribuidoras do Brasil, afirmou que até o momento não registrou "alterações significativas no abastecimento".

"As empresas ainda assim estão preparadas para demanda adicional", disse, citando que está em funcionamento uma força-tarefa para lidar com a situação, e que reuniões entre os representantes do setor são diárias.

Segundo o IBP, desde a noite de sexta-feira, uma sala de situação monitora o cenário em tempo real. "As empresas mapearam os volumes que eram supridos pela refinaria interditada e redesenharam as rotas de abastecimento durante o fim de semana", explicou.

O plano de contingência se baseia em duas frentes principais: aumento da carga de processamento da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras; e importação de combustíveis, principalmente diesel, de São Paulo.

O IBP disse que deve haver um aumento de cerca de 200 caminhões-tanque por dia na rota SP-RJ para suprir a demanda.

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