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Institutos alemães elevam previsões de crescimento em 2026 e 2027

24 set 2026 - 09h16
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Resumo
Institutos econômicos elevaram as projeções do PIB da Alemanha para 1,3% em 2026 e 1,1% em 2027, impulsionados pela melhora na confiança empresarial e na atividade econômica, apesar dos choques energéticos da guerra no Irã. O alívio beneficia o chanceler Friedrich Merz após reveses eleitorais. Contudo, os especialistas alertam que a recuperação é modesta e pressionada pela inflação, gargalos estruturais e questões demográficas, prevendo uma desaceleração do crescimento para 0,4% em 2028.

Os principais institutos ‌econômicos da Alemanha elevaram suas previsões de crescimento para este ano e o próximo, enquanto o índice de confiança empresarial subiu mais do que o esperado em setembro, sugerindo que a maior economia da Europa está se ⁠mostrando resiliente ao choque nos preços da energia causado ‌pela guerra no Irã.

Qualquer recuperação será comemorada pelo chanceler Friedrich Merz, já que a economia estagnada da Alemanha ‌se mostrou um ponto sensível nas ‌eleições regionais deste mês, que resultaram em grandes ⁠ganhos para a extrema direita e a extrema esquerda.

A economia alemã deve crescer 1,3% em 2026 e 1,1% em 2027, informaram os institutos nesta quinta-feira, acima das previsões anteriores de 0,6% e 0,9%, respectivamente. Os números confirmam uma ‌reportagem da Reuters divulgada na terça-feira.

O instituto Ifo, por ‌sua vez, informou que ⁠seu índice ⁠de clima de negócios subiu para 89,9 em setembro, ante 88,8 ⁠em agosto, superando a ‌previsão de 89,0 em ‌uma pesquisa da Reuters com analistas.

Os dados preliminares do PMI divulgados na quarta-feira também mostraram que a atividade empresarial alemã está expandindo no ritmo mais rápido em ⁠quase um ano.

Embora a economia alemã venha se recuperando desde o final de 2025, a recuperação, apesar de mais forte do que o esperado antes, continua modesta, afirmaram os institutos.

"A recuperação se ‌apoia em uma base estreita, já que os altos preços da energia e os problemas estruturais continuam pesando ⁠sobre a atividade econômica", afirmou Oliver Holtemoeller, economista do Instituto Halle de Pesquisa Econômica (IWH).

"A longo prazo — e até mesmo a médio prazo — veremos taxas de crescimento econômico muito mais baixas, sobretudo por razões demográficas", acrescentou.

Os institutos esperam um crescimento de apenas 0,4% em 2028.

Eles também preveem aumento da inflação para 2,8% em 2026 e 3,2% em 2027, antes de queda para 2,0% em 2028.

As previsões são elaboradas em conjunto pelo IWH, pelo RWI em Essen, pelo Instituto Ifo de Munique, pelo IfW em Kiel e pelo DIW de Berlim.

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