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Instituto Ifo eleva previsões de crescimento da Alemanha por impulso fiscal

3 set 2026 - 08h59
(atualizado às 09h00)
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Resumo
O instituto Ifo elevou as projeções de crescimento da Alemanha para 1,4% em 2026 e 1,2% em 2027, desacelerando para 0,8% em 2028. A revisão decorre de dados iniciais fortes e do impulso fiscal de quase 40 bilhões de euros em infraestrutura, clima e defesa, além do avanço na indústria e nas exportações. Esses fatores superam os efeitos dos altos preços de energia gerados pela guerra no Irã, que ainda devem limitar o consumo das famílias e manter a inflação em 2,8% em 2026 e 3,0% em 2027.

O instituto econômico alemão Ifo elevou nesta quinta-feira suas previsões de crescimento para a maior economia da Europa, afirmando que o aumento dos gastos ⁠fiscais, a melhora nas encomendas industriais e ‌a demanda por exportações estão superando o impacto negativo do aumento dos preços ‌da energia.

O Ifo agora ‌estima que o Produto Interno Bruto (PIB) ⁠da Alemanha crescerá 1,4% em 2026 e 1,2% em 2027, acima das previsões de 0,8% para ambos os anos apresentadas em suas perspectivas anteriores.

O instituto prevê que o ‌crescimento vai desacelerar para 0,8% em 2028.

O ‌instituto afirmou que ⁠os ⁠dados oficiais revisados, incluindo um início de 2026 mais ⁠forte do ‌que o esperado, foram ‌responsáveis por parte da revisão para cima: a produção econômica cresceu 0,3% no segundo trimestre, enquanto o Ifo havia ⁠previsto anteriormente uma estagnação após o choque nos preços da energia.

Os gastos do governo com infraestrutura, neutralidade climática e defesa proporcionarão um estímulo ‌fiscal no valor de quase 40 bilhões de euros, ou 0,8% do PIB, neste ⁠ano, afirmou o Ifo.

A produção industrial e as exportações também devem sustentar a recuperação, impulsionadas pela forte demanda global, especialmente na Europa.

No entanto, o Ifo afirmou que os preços mais altos da energia, ligados à guerra no Irã, manterão o consumo das famílias moderado e elevarão a inflação para 2,8% neste ano e 3,0% em 2027, antes de recuar para 2,3% em 2028.

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