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"Instabilidade nos vizinhos não afeta Brasil", diz ministro

Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura, diz que País oferece oportunidades; ele também acena com fusão de Valec, Infraero e EPL

12 nov 2019 03h40
| atualizado às 07h51
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O Brasil está protegido da instabilidade política em países vizinhos, segundo o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. A avaliação é que a renúncia do presidente da Bolívia, Evo Moraes, e as manifestações sociais no Chile não afetam a imagem que investidores têm do Brasil e as chances de fecharem negócios no País. Pelo contrário, a visão do ministro é que os leilões programados pelo governo para os próximos meses estão entre as melhores oportunidades de investimento no mundo.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Estadão Conteúdo

O argumento é que as instituições brasileiras são maduras e capazes de resistir a possíveis ataques políticos. "O interesse no Brasil vai se manter em alta, até porque, se a gente compara o mundo e o Brasil, o que acontece lá fora e aqui, é muito interessante para nós e principalmente para os investimentos em infraestrutura. A gente vai seguir firme nesse programa de concessões e tenho certeza que com muito sucesso", disse em palestra promovida pela Câmara Espanhola de Comércio no Brasil.

Para ampliar a eficiência no setor de infraestrutura, o ministério avalia unir três estatais da área - Valec, de construção e manutenção de ferrovias; Empresa de Planejamento e Logística (EPL), gestora do projeto do trem-bala que interligaria o Rio a São Paulo; e Infraero, administradora de aeroportos. O governo vai estudar nos próximos oito meses o melhor modelo para isso. Com isso espera criar uma estrutura mais eficiente e barata.

Uma das alternativas é a fusão numa única empresa, que, no futuro, poderá ser até mesmo privatizada. Mas, por enquanto essa opção não está no radar. O modelo que for escolhido será colocado em prática até o fim do ano. Como a União controla todas elas e não depende da aprovação de terceiros, será mais fácil colocar o plano em prática, diz Freitas.

"A gente pode eventualmente ter essas atividades em uma empresa só, uma área administrativa só, que acabe fazendo a mesma coisa com mais eficiência e menos custo. Mas é uma coisa muito embrionária, que está começando agora", disse.

Estruturação

A intenção é que as capacidades de cada uma das empresas sejam valorizadas. A Valec, por exemplo, vai exercer papel relevante em um novo formato de operação das ferrovias, de acordo com o ministro. Já a Infraero pode prestar serviços de aviação regional na Base de Lançamentos de Alcântara, no Maranhão. Enquanto a EPL deve atuar na estruturação de projetos de concessão.

"No momento, a gente está buscando sinergias, concentrar serviços que são comuns em um mesmo locus, buscando eficiência administrativa, enxugamento de despesas e manutenção das atividades", disse Freitas. Encerrada essa etapa, em seguida será a vez de submeter a conclusão dos estudos de união das estatais às suas assembleias, que têm a União como acionista majoritária.

Apesar da possibilidade de ocorrer a fusão, não há perspectiva de demissão. O ministro garantiu que o quadro de funcionários das três empresas será mantido.

Tarcísio de Freitas negou a notícia de que um desentendimento com a ala militar do governo tenha motivado a substituição do presidente da Valec. A saída do general Marcio Velloso Guimarães foi anunciada na última sexta-feira. Em seu lugar, assumirá Rafael Castello, atual assessor da diretoria de Mercado de Capitais e Crédito Indireto para Privatizações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Estadão
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