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Impostos na França atingiram limite e cortes de gastos são inevitáveis, diz Tribunal de Contas

19 fev 2026 - 10h50
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A França não pode mais contar ‌com o aumento de impostos para controlar suas finanças públicas e deve mudar decisivamente o foco para o corte de gastos, ao enfrentar o segundo ano consecutivo de contas públicas pressionadas, alertou o tribunal de contas nacional ⁠nesta quinta-feira.

A meta de déficit do governo de 5% do ‌PIB para 2026 -- que já havia sido flexibilizada em relação aos 4,7% iniciais -- permanece "altamente incerta" depois que os ‌parlamentares descartaram diversas economias importantes ‌no orçamento da seguridade social, afirmou a Cour des ⁠Comptes, o Tribunal de Contas francês, em um relatório sobre o estado das finanças públicas neste início de ano.

O Tribunal afirmou que o orçamento do governo para 2026 depende excessivamente de cerca de 12 bilhões de euros ‌em tributos adicionais, principalmente da prorrogação quase total de um ‌imposto adicional sobre grandes ⁠empresas.

Outras medidas ⁠de aumento de receita originalmente propostas foram abandonadas ou atenuadas, e ⁠o órgão de fiscalização ‌das finanças públicas alertou ‌que as medidas restantes poderiam ter um desempenho inferior se a inflação ficar abaixo do previsto ou se as empresas fizerem ajustes para limitar o impacto ⁠nos lucros.

Considerando que a França já apresenta a maior carga tributária da zona do euro, o Tribunal afirmou que novos aumentos para reduzir o déficit "correriam o risco de prejudicar a competitividade e ‌afetar o emprego", tornando os cortes de gastos inevitáveis.

No entanto, o lado das despesas do orçamento também acarreta riscos ⁠significativos.

A previsão é de que as despesas aumentem apenas 0,3% em 2026, considerando a inflação, numa desaceleração sem precedentes, mas o Tribunal alertou para prováveis excessos orçamentários após o parlamento ter descartado medidas como o aumento das coparticipações médicas e o congelamento das aposentadorias.

Mesmo que a meta de déficit para 2026 seja atingida, a dívida da França ainda subiria para 118,6% do Produto Interno Bruto (PIB), tornando o país mais vulnerável ao aumento dos juros e sujeito a um aperto maior das despesas no final da década.

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