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Ilhas Cayman juntam-se à campanha global contra lavagem de dinheiro

9 out 2019
13h25
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As Ilhas Cayman divulgaram nesta quarta-feira que tornarão públicos dados sobre donos de empresas registradas no país, incentivando defensores de medidas contra corrupção a pedirem que outros países tidos como paraísos fiscais sigam o exemplo, como parte de campanha global contra lavagem de dinheiro.

Vista externa da sede do governo das Ilhas Cayman. 19/12/2012. REUTERS/Shurna Robbins
Vista externa da sede do governo das Ilhas Cayman. 19/12/2012. REUTERS/Shurna Robbins
Foto: Reuters

O governo das Ilhas Cayman afirmou esperar que a publicação dos registros dos beneficiários de empresas - importante para saber quem está por trás de empresas montadas em paraísos fiscais - seja norma internacional e implementada pelos países da União Europeia até 2023.

"Vamos avançar com a legislação para introduzirmos registros públicos dos beneficiários", afirmou o governo. "Apesar de foco indevido ser frequentemente colocado sobre nossa jurisdição, apoiamos totalmente a necessidade de se assegurar um registro coerente e eficiente e de compartilhamento de informações sobre beneficiários de empresas para facilitar a transparência do fluxo legítimo de capital."

O grupo contra corrupção Global Witness afirmou que todos os territórios britânicos devem tomar decisão similar.

"Este compromisso das Ilhas Cayman em revelar as pessoas reais por trás de companhias abertas no país mostra como a transparência empresarial é agora padrão global para integridade financeira", disse Naomi Hirst, membro da Global Witness.

A Inglaterra afirmou que territórios como as Ilhas Cayman e Ilhas Virgens Britânicas devem tornar públicas as informações sobre controle de empresas até o final de 2023.

Em junho, as ilhas de Jersey, Guernsey e Isle of Man afirmaram que vão revelar toda a estrutura de controle de empresas baseadas em suas jurisdições.

No ano passado, a polícia britânica disse que pessoas que usam complexas estruturas corporativas para esconder seus vínculos com ativos financeiros estavam ampliando saídas dos territórios britânicos para outras jurisdições por causa da maior cooperação das autoridades. As Ilhas Cayman ainda eram um local que gerava problemas para as autoridades.

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