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IGP-M sobe mais que o esperado em abril com conflito no Oriente Médio, mostra FGV

29 abr 2026 - 08h14
(atualizado às 08h45)
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O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) ‌teve alta de 2,73% em abril, depois de ter subido 0,52% no mês anterior, acelerando mais do que o esperado diante dos efeitos da guerra no Oriente Médio, mostraram dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço ⁠de 2,53%, e com o resultado do mês o índice passou a ‌acumular em 12 meses alta de 0,61%.

"Todos os índices registraram influências diretas do conflito geopolítico na região do Estreito de Ormuz, ‌contribuindo, assim, para o avanço do IGP-M", ‌disse Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

A guerra entre Estados ⁠Unidos e Israel contra o Irã vem elevando os preços do petróleo diante do fechamento do Estreito de Ormuz e provocando repercussões mundiais nos preços, sem perspectiva de resolução em breve.

O Banco Central anuncia sua decisão de política monetária nesta quarta-feira, com expectativa de corte de ‌0,25 ponto percentual na taxa básica de juros Selic, atualmente em ‌14,75%, depois de pregar ⁠cautela diante do ⁠conflito.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) do IGP-M, que responde por 60% ⁠do índice geral e apura a ‌variação dos preços no ‌atacado, disparou 3,49% em abril, depois de ter subido 0,61% no mês anterior.

"Nos preços ao produtor, o grupo de matérias-primas brutas avançou quase 6%, em decorrência do choque provocado pela guerra. Além ⁠disso, observam-se repasses mais relevantes em produtos da cadeia petroquímica, como sacos ou sacolas plásticas para embalagem, itens de grande importância no varejo", explicou Dias.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice ‌geral, avançou 0,94% em abril, de uma alta de 0,30% em março.

"Os preços ao consumidor ainda refletem de forma significativa o impacto ⁠dos combustíveis, com destaque para a gasolina, que subiu, em média, 6,3% em abril, e para o diesel, cuja alta foi de 14,9%", completou o economista.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou a subir no período 1,04%, de uma alta de 0,36% em março, pressionados segundo a FGV pelo aumento dos materiais, como massa de concreto, tubos e conexões de PVC e blocos de concreto, que vêm sendo reajustados como consequência do repasse dos custos maiores dos insumos.

O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

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