Ibovespa tem declínio tímido ditado por Vale em pregão com balanços no foco
O Ibovespa voltou a orbitar os 192 mil pontos, mas fechou com um recuo modesto nesta quinta-feira, ditado principalmente pela queda das ações da Vale, em pregão com noticiário corporativo sob os holofotes, incluindo o resultado acima do esperado da Marcopolo, que fez a ação avançar mais de 5%.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,13%, a 191.005,02 pontos, após marcar 191.977,51 pontos na máxima e 188.976,57 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somou R$29,47 bilhões.
Para o analista de investimentos Alison Correia, cofundador da Dom Investimentos, a bolsa teve um dia de correção no penúltimo dia útil de fevereiro, influenciado principalmente pelo movimento de commodities.
Apesar do declínio na sessão, o Ibovespa ainda caminha para mais um desempenho mensal positivo, com alta de 5,32% em fevereiro até o momento, mais uma vez endossado pelo fluxo de estrangeiros, com o saldo no mês positivo em R$14,4 bilhões até o dia 24, segundo os dados da B3.
Wall Street corroborou o ajuste negativo no pregão brasileiro no dia, com o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechando em queda de 0,54%. A Nvidia trouxe números fortes, mas não empolgou, com alguns investidores céticos sobre as previsões de vendas da empresa.
DESTAQUES
- VALE ON recuou 0,84%, em pregão de ajustes, após cinco altas seguidas, período em que acumulou uma valorização de mais de 7%. No pior momento do dia, porém, a ação caiu mais de 3%. Na China, o contrato futuro de minério de ferro mais negociado em Dalian encerrou o dia estável.
- PETROBRAS PN fechou em alta de 0,1%, revertendo o sinal negativo visto em boa parte da sessão, marcada por volatilidade dos preços do petróleo no exterior. Investidores também acompanharam noticiário envolvendo a estatal e a Raízen. No exterior, o Brent caiu 0,14%.
- ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 0,25%, distante das mínimas da sessão, enquanto BRADESCO PN caiu 0,9% e BANCO DO BRASIL ON recuou 1,09%. Na contramão, SANTANDER BRASIL subiu 0,15% e BTG PACTUAL UNIT avançou 0,39%.
- NUBANK, que é listada nos Estados Unidos, recuou 9,55%, mesmo após divulgar aumento de 50% no lucro líquido do quarto trimestre em comparação com o mesmo período de 2024, para US$894,8 milhões. Analistas destacaram negativamente o custo do risco e as despesas operacionais.
- AXIA ON avançou 1,43%, atenuando a pressão negativa sobre o Ibovespa, em dia positivo no setor e tendo no radar a divulgação do balanço do quarto trimestre, após o fechamento do mercado. O índice do setor elétrico na B3 fechou com elevação de 1,2%.
- EMBRAER ON subiu 2,03%, também atuando como um contrapeso ao viés negativo, em dia de recuperação. No mês, porém, ainda acumula um declínio de 2,67%.
- MARCOPOLO ON avançou 5,56%, após resultado acima do esperado no quarto trimestre, com lucro líquido de R$341,7 milhões. A administração antecipou um desempenho morno nas entregas domésticas no primeiro trimestre e uma recuperação mais forte de volumes apenas no segundo semestre do ano.
- REDE D'OR ON perdeu 4,53%, um dia após balanço. Na visão do BTG Pactual, as expectativas estavam altas demais. A administração sinalizou começo de ano forte e espaço de melhora na margem hospitalar. No setor de saúde, HAPVIDA ON, que renovou mínimas históricas no começo da semana, subiu x,xx%.
- WEG ON caiu 1,79%, com executivos estimando em teleconferência com analistas que a margem de lucros em 2026 deve ficar dentro da média dos últimos três anos, ao redor de 22%, enquanto a expectativa inicial de crescimento de receita de dois dígitos baixos pode não se concretizar.
- COPASA ON recuou 2,68%, após divulgar lucro líquido de R$337 milhões no quarto trimestre. Em meio a expectativas sobre a potencial privatização da companhia de saneamento, o CEO disse que a Copasa está em fase final de trâmites para contrato com Belo Horizonte.