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Ibovespa recua com ajustes de olho em eleições

6 out 2026 - 10h17
(atualizado às 11h53)
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Resumo
Após atingir recordes com o resultado do primeiro turno presidencial, o Ibovespa recuou 0,47% nesta terça-feira, aos 205.945 pontos, em um movimento de correção e realização de lucros. Apesar da volatilidade e da pressão negativa de Petrobras, Vale e Banco do Brasil — este último impactado por rebaixamento de recomendação —, o índice manteve-se acima dos 200 mil pontos e preservou a tendência de alta no curto prazo, divergindo de Wall Street, que operou em níveis recordes.

Após operar em alta nos ‌primeiros negócios desta terça-feira, o Ibovespa passou a cair, com o mercado fazendo ajustes após a disparada gerada na véspera pelo resultado do primeiro turno das eleições presidenciais.

Às 11h35, o índice de referência do mercado acionário brasileiro caía 0,47%, a 205.945,43 pontos.

Na mínima, ⁠o Ibovespa atingiu 204.832,36 pontos, enquanto, na máxima, chegou a 209.522,60 ‌pontos.

Depois de atingir os maiores níveis intradiários e de fechamento da história na segunda-feira com a euforia pelo resultado eleitoral de ‌domingo, que mostrou Flávio Bolsonaro (PL) à ‌frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa ⁠presidencial, a bolsa brasileira passa por correções.

O economista e consultor financeiro da Manchester Investimentos, Leonardo Mendes, destacou que o movimento desta terça-feira nos mercados domésticos mostra uma continuidade da reprecificação dos ativos brasileiros, "mas naturalmente em uma intensidade bem menor depois do movimento excepcional ‌de ontem".

"Depois de uma valorização tão forte em um único pregão é ‌natural vermos realização e ⁠bastante volatilidade", ⁠disse Mendes.

Ainda assim, mesmo com o recuo, o Ibovespa segue operando acima dos ⁠200 mil pontos, próximo das ‌máximas históricas.

"Com este movimento, ‌o índice confirma a volta à tendência de alta e passa a apontar para a região de 220.000 pontos no curto prazo e 245.000 pontos no médio prazo", disse o Itaú ⁠BBA em seu relatório Diário do Grafista.

Segundo os analistas do banco, para manter a tendência de alta, "o Ibovespa terá que continuar acima do suporte em 181.500 pontos".

No exterior, o S&P 500 e o Nasdaq atingiram máximas recordes ‌em Nova York, com o recuo dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo, enquanto os investidores aguardavam a próxima temporada de ⁠divulgação de balanços trimestrais.

No horário acima, o S&P 500 avançava 0,60%.

DESTAQUES

• PETROBRAS PN recuava 2,71% e PETROBRAS ON perdia 1,8%, na esteira do recuo do petróleo no exterior, com o Brent operando em queda de 1,71%.

• ITAÚ UNIBANCO PN subia 0,89%, BRADESCO PN avançava 2,52%, SANTANDER BRASIL UNIT subia 0,03% e BTG PACTUAL ia na contramão, recuando 3,83%.

• BANCO DO BRASIL ON recuava 6,23%, liderando as quedas do Ibovespa. Pela manhã, o JP Morgan rebaixou a recomendação para o papel de "neutro" para "underweight".

• VALE ON recuava 1,81%. No setor, USIMINAS PNA recuava 1,47%, enquanto GERDAU PN registrava declínio de 1,24%.

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