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Ibovespa fecha em queda com bancos e Fed no radar

29 jul 2026 - 17h17
(atualizado às 17h58)
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O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, pressionado ‌pelo forte recuo em ações de bancos, movimento liderado pelos papéis do Santander Brasil, ao mesmo tempo em que agentes do mercado financeiro avaliaram a decisão de juros do Federal Reserve.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,52%, a 173.885,34 pontos, na mínima do dia, após atingir máxima de 176.563,85.

O setor financeiro foi o destaque negativo do dia na bolsa, após o Santander Brasil registrar perdas de mais ⁠7% ao longo da sessão depois de reportar queda de 17,6% no lucro do segundo trimestre, ficando aquém ‌das estimativas do mercado.

O recuo das ações bancárias aconteceu num ambiente global mais avesso ao risco nos mercados, já que os investidores aguardavam a decisão de juros do Fed.

A autoridade monetária manteve a taxa básica ‌de juros dos Estados Unidos na faixa de 3,50% a 3,75%, ‌como esperado pela maioria do mercado, mas teve dissidências de três dos 12 membros do Comitê ⁠Federal de Mercado Aberto (Fomc), responsável pela definição da política monetária, que "preferiram" um aumento de 0,25 ponto percentual nesta reunião.

Em entrevista coletiva após o anúncio, o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que o banco central dos EUA não tem uma "meta flexível" mais alta para a inflação e está determinado a cumprir a meta de longa data de 2%, apesar de manter as taxas inalteradas em meio a índices elevados de inflação.

"O ‌tom do comunicado gerou apreensão, pois sugeriu que, devido à inflação persistente e a um mercado de trabalho ‌ainda forte nos EUA, uma nova ⁠alta nos juros poderá ocorrer ⁠na próxima reunião de setembro. Juros altos nos EUA costumam afastar o capital de ativos de risco, como as ações ⁠de mercados emergentes, o que pesou diretamente sobre o Ibovespa", ‌disse Rebecca Nossig, estrategista de ações ‌da Nomad.

Em Nova York, o índice de referência S&P 500 atingiu seu nível mais baixo em um mês, fechando em queda de 1,55%.

O maior clima de cautela e aversão ao risco nos mercados globais também se deu após os EUA e a Arábia Saudita lançarem ataques contra grupos apoiados ⁠pelo Irã no Iraque nesta quarta-feira, culpando-os por ataques com drones contra instalações petrolíferas sauditas.

O movimento fez os contratos de petróleo dispararem, com o Brent fechando com alta de 7,91%, a US$90,74 por barril. Os ganhos do petróleo favoreceram os papéis de peso do setor na bolsa brasileira, como a Petrobras, impedindo perdas ainda maiores do índice.

DESTAQUES

• SANTANDER BRASIL UNIT despencou 7,8%. O ‌banco reportou lucro líquido gerencial de R$3,01 bilhões para o segundo trimestre, recuo de 17,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Previsões compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$3,90 bilhões para a ⁠unidade brasileira do banco espanhol Santander. Em relação ao trimestre anterior, o lucro caiu 20,4%.

• ITAÚ UNIBANCO PN caiu 2,43%, BRADESCO PN perdeu 2,24% e BANCO DO BRASIL ON fechou em queda de 0,24, refletindo o ambiente negativo para o setor.

• PETROBRAS PN subiu 1,92% e PETROBRAS ON ganhou 2,35%. A companhia elevou a produção de petróleo no Brasil em 15,2% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionando as exportações, com avanço na produção de novas plataformas, mais poços produtores e maior eficiência operacional.

• PRIO ON subiu 2,89%, liderando os ganhos do Ibovespa, impulsionada pelos ganhos do petróleo no exterior. PETRORECONCAVO ON ganhou 1,18%.

• VALE ON caiu 0,85%. O contrato de minério de ferro para setembro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou o pregão diurno com alta de 0,27%, a US$109,17 por tonelada.

• CSN ON caiu 7,8%, liderando as perdas do Ibovespa, com os investidores se preparando para a divulgação dos resultados da companhia na próxima semana.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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