Ibovespa fecha em alta, mas distante da máxima em dia com dados dos EUA sob holofote
O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, mas distante da máxima da sessão, quando superou os 174 mil pontos em meio à repercussão de dados mais fracos sobre a criação de empregos nos Estados Unidos.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,64%, a 172.787,62 pontos. No melhor momento, chegou a 174.425,69 pontos, máxima intradia em um mês. Na mínima da sessão, marcou 171.697,17 pontos. O volume financeiro somou R$19,9 bilhões.
A economia norte-americana abriu 57.000 postos de trabalho fora do setor agrícola no mês passado, de acordo com o Departamento do Trabalho dos EUA, enquanto previsões de economistas consultados pela Reuters apontavam a abertura de 110.000 vagas. A taxa de desemprego, por sua vez, caiu para 4,2%, de 4,3% em maio, indicando uma estabilidade contínua no mercado de trabalho.
Os números reforçaram as apostas de manutenção da taxa básica de juros da maior economia do mundo neste mês e reduziram as expectativas de alta para setembro.
No fim da tarde, segundo a ferramenta FedWatch da CME, o mercado precificava uma probabilidade de 82,4% de o Federal Reserve manter a taxa no intervalo atual entre 3,50% e 3,75%. Na véspera, a chance era de 71,1%. Para setembro, FedWatch apontava probabilidade de 54% de alta no custo dos empréstimos, de 64,1% na véspera.
"Apesar da surpresa negativa sobre a criação de vagas, o crescimento do emprego em junho continua amplamente consistente com o ritmo atual de expansão da força de trabalho e, em nossa visão, não constitui evidência de enfraquecimento do mercado de trabalho", afirmaram os economistas Luiza Paparounis e Francisco Lopes, do BTG Pactual.
"Para o Fed, a barra para uma alta de juros em julho já era bastante elevada, e o relatório de hoje reduz essa probabilidade ainda mais", afirmaram em nota a clientes. "Nosso cenário-base continua sendo o de que o Fed começará a reverter os cortes preventivos de juros realizados em 2025 na reunião de setembro, seguido por novas elevações em dezembro e, possivelmente, em março de 2027.
Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, reagiu positivamente aos dados, mas perdeu fôlego com o declínio de ações de tecnologia e fechou estável antes do feriado nos EUA na sexta-feira, o que corroborou o enfraquecimento no pregão brasileiro.
Além disso, as taxas dos DIs reverteram a queda motivada pelos números de emprego dos EUA e encerraram a quinta-feira em alta, com especulações em torno da corrida eleitoral no Brasil e um leilão robusto de títulos prefixados do Tesouro.
DESTAQUES
• VALE ON encerrou com acréscimo de apenas 0,35%, após avançar 1,7% na máxima do dia, endossada ainda pela alta dos futuros do minério de ferro na China. No setor, o destaque positivo foi CSN MINERAÇÃO ON, que fechou com elevação de 2,66%.
• PETROBRAS PN terminou com acréscimo de 0,34%, também perdendo o fôlego após uma alta de 1,66% no melhor momento do pregão. No exterior, o barril do petróleo sob o contrato Brent fechou com elevação de 0,32%.
• ITAÚ UNIBANCO PN terminou com variação positiva de 0,07%, com os bancos do Ibovespa como um todo se afastando das máximas do pregão. BRADESCO PN subiu 0,31%, BANCO DO BRASIL ON avançou 1,37%, SANTANDER BRASIL UNIT fechou com acréscimo de 0,41% e BTG PACTUAL UNIT valorizou-se 1%.
• TAESA UNIT avançou 2,61%, em mais um dia positivo no setor, com o índice de energia elétrica da B3 subindo 1,01%, na véspera da segunda etapa do primeiro leilão de transmissão de energia deste ano, que prevê 4 lotes e investimento previsto de R$1,8 bilhão.
• NATURA ON perdeu 4,2%, no segundo pregão com sinal negativo após uma sequência de oito altas. A fabricante de cosméticos divulgou que a Advent passou a deter ações equivalentes a 6,6% do capital social, além de exposição via derivativos.
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