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Ibovespa fecha​ em alta com salto de Ambev

5 mai 2026 - 17h05
(atualizado às 17h35)
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O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, apoiado principalmente no ‌desempenho das ações da Ambev, que dispararam após resultado trimestral acima das expectativas, em pregão marcado pela repercussão de uma série de resultados corporativos. 

Investidores da bolsa paulista também seguiram atentos à situação no Oriente Médio, além de analisarem a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central,  na semana passada, quando a Selic foi reduzida a 14,50% ao ano. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,62%, a 186.753,82 pontos, tendo marcado 187.427,56 pontos na máxima e 185.364,01 pontos na mínima. ⁠O volume financeiro somou R$26,2 bilhões. 

Na visão do estrategista de investimentos Nicolas Gass, sócio da GT Capital, o alívio nos preços do ‌petróleo no exterior corroborou o desempenho positivo na bolsa paulista. O barril sob o contrato Brent encerrou em baixa de 3,99%, a US$109,87.

"Esse recuo ajuda a reduzir a pressão inflacionária e também melhora o humor dos mercados, especialmente diante das tensões externas envolvendo ‌o Estreito de Ormuz, que permanece fechado há cerca de dois meses, gerando ‌incertezas relevantes", afirmou. 

Ele também enxergou um "tom mais conciliador" relativo ao cenário no Oriente Médio, após o secretário de Defesa dos ⁠Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmar que o Projeto Liberdade tem caráter defensivo e temporário, indicando que Washington não busca escalada de conflitos.

Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subiu 0,81%. 

No Brasil, o Copom afirmou que a continuidade da guerra no Irã aumenta a chance de impactos duradouros na economia global e que o conflito já pode ter sido suficiente para materializar riscos para a inflação no Brasil, especialmente a piora em expectativas de mercado. 

DESTAQUES

• AMBEV ON disparou 15,3%, para R$16,65, máxima ‌de fechamento desde abril de 2018. Foi também a segunda maior alta em um dia, considerando o fechamento, desde a criação da companhia ‌em 1999. A fabricante de bebidas reportou ⁠Ebitda ajustado de R$7,56 bilhões, expansão de ⁠10,1% em termos orgânicos, com a margem nessa linha passando de 33,1% para 33,6%. A companhia afirmou que o volume cresceu 1,2%, alcançando novo ⁠nível recorde para um primeiro trimestre. A companhia também aprovou pagamento de juros ‌sobre capital próprio e manteve previsões no ‌ano.

• HAPVIDA ON fechou em alta de 1,83%, com analistas chamando a atenção para dados da ANS que mostraram adição líquida de 22 mil clientes de seus planos de saúde em março.

• BB SEGURIDADE ON avançou 1,77%, um dia após divulgar lucro líquido ajustado de R$2,2 bilhões no primeiro trimestre, alta de 11,2% sobre o desempenho obtido um ano antes, impulsionado em ⁠parte por melhora em resultado financeiro do grupo.

• MARCOPOLO PN cedeu 1,1%, mesmo após o balanço mostrar Ebitda de R$304,8 milhões, alta de 16% ano a ano. A receita, por sua vez, caiu 1,3%.

• ISA ENERGIA caiu 0,17%, tendo no radar lucro líquido de R$357,7 milhões no primeiro trimestre, 6% acima do apurado um ano antes, impulsionado pela entrega de novas linhas e subestações de energia que passaram a incrementar a receita.

• VALE ON recuou 0,34%, após forte queda já ‌na véspera, ainda sem a referência dos preços do minério de ferro na China, em razão de feriado naquele país.

• ITAÚ UNIBANCO PN encerrou com acréscimo de 0,14% antes da divulgação do balanço após o fechamento. No setor, BRADESCO PN, que divulga balanço no ⁠final da quarta-feira, subiu 1,56%, BANCO DO BRASIL ON terminou com variação positiva de 0,05% e SANTANDER BRASIL UNIT avançou 0,74%.

• PETROBRAS PN recuou 1,38%, em pregão de queda do petróleo no exterior. No setor, PRIO ON caiu 0,94%, com investidores também analisando dados de produção de abril.

• BRADESCO SAÚDE ON, que não está no Ibovespa, avançou 6,06% em sua estreia na B3. A companhia nasceu da consolidação das operações do Bradesco no segmento de saúde, por meio de uma combinação com a Odontoprev (na qual detinha 53% do capital total). Na ocasião do anúncio da operação, executivos do grupo destacaram que se tratou do maior IPO reverso já feito na B3.

• MOVIDA ON, que não faz parte do Ibovespa, fechou com acréscimo de 4,32%, tendo de pano de fundo o balanço do primeiro trimestre, bem como previsão de lucro líquido entre R$110 milhões e R$130 milhões no segundo trimestre.

• IRB(RE) ON, que deixou o Ibovespa na carteira do índice que passou a vigorar na segunda-feira, valorizou-se 3,41%, tendo no radar lucro líquido de R$101,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 14,8% ano a ano.

• LOG ON, que também não faz parte do Ibovespa, subiu 2,31% após reportar lucro líquido de R$134 milhões no primeiro trimestre, uma alta de 55,2% ano a ano.

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