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Ibaneis Rocha sanciona lei que permite ao governo do DF socorrer BRB após rombo deixado pelo Master

Projeto autoriza o DF, controlador do Banco de Brasília, a implementar ações para obter empréstimos emergenciais de até R$ 6,6 bi

11 mar 2026 - 07h55
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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, sancionou nesta terça-feira, 10, o projeto de lei que autoriza o governo distrital a adotar uma série de medidas para socorrer o Banco de Brasília (BRB). A instituição financeira tem buscado soluções para reforçar o capital, em meio ao rombo deixado na instituição pelas operações com o Banco Master.

A decisão foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial do DF. A legislação permite à gestão do DF, acionista controladora do BRB, a implementar ações para obter empréstimos emergenciais até o limite de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou com outros bancos.

Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, em evento do Banco de Brasília (BRB)
Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, em evento do Banco de Brasília (BRB)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Estadão

O pacote também dá aval ao governo para usar nove imóveis públicos para lastrear as eventuais transações - ponto que tem motivado ações na Justiça por deputados da oposição, com base em pareceres da Procuradoria Geral e de técnicos da Câmara Legislativa do DF, que pontaram fragilidades e ilegalidades na proposta.

Ibaneis vetou uma emenda que fornecia ao Instituto de Previdência de Servidores do DF (Iprev), acionista minoritário do banco, uma participação societária de ao menos 20% na capitalização.

Também suprimiu outros dois artigos que previam um relatório trimestral no Diário Oficial do DF com informações sobre imóveis, além de um plano com a estimativa do retorno financeiro ao DF.

O BRB corre contra o tempo para contornar a crise de confiança gerada por negócios feitos com o Master. A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude na operação em que o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em crédito da instituição financeira de Daniel Vorcaro.

Ontem à noite, o banco propôs aumento de capital de até R$ 8,86 bilhões para fortalecer o patrimônio de referência, manter o índice de Basileia em níveis "prudenciais" e aumentar a capacidade de absorção de perdas.

A estratégia do comando do banco é solicitar o empréstimo enquanto prepara o lançamento de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com os nove imóveis oferecidos pelo governo distrital. A estimativa é que, com os imóveis, seja possível uma injeção de R$ 6,6 bilhões no patrimônio do banco.

Estadão
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