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Honda anuncia investimento de R$ 1,6 bi para produzir mais motos em Manaus

A expansão dos serviços de entrega (delivery) e a busca dos consumidores por veículos não só mais baratos como também mais econômicos têm impulsionado o mercado de duas rodas

3 out 2025 - 18h41
(atualizado em 3/10/2025 às 14h31)
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A Honda anunciou nesta quinta-feira, 2, que vai investir R$ 1,6 bilhão até 2029 em sua fábrica de motos no polo industrial de Manaus. Os recursos, que representam o maior ciclo de investimento da montadora no negócio de motocicletas no País, serão direcionados à ampliação da capacidade de produção, lançamentos, tanto de modelos inéditos quanto de renovações das motocicletas atuais, e modernização industrial.

A fábrica de Manaus é a mais completa da Moto Honda no mundo — ou seja, a que tem mais componentes produzidos internamente —, sendo atualmente capaz de produzir 1,4 milhão de motocicletas por ano.

Com os investimentos, que já estão em curso, a montadora prevê começar o ano que vem já com capacidade de produzir 1,6 milhão de unidades anuais, ou cerca de 7 mil por dia de produção.

O objetivo é atender de forma mais eficiente um mercado onde a Honda responde por sete a cada dez produtos vendidos e que nos últimos seis anos dobrou de tamanho. A expansão dos serviços de entrega (delivery) e a busca dos consumidores por veículos não só mais baratos como também mais econômicos têm impulsionado o mercado de duas rodas.

A Honda produz 20 modelos em Manaus e importa outros sete
A Honda produz 20 modelos em Manaus e importa outros sete
Foto: Honda/Divulgação / Estadão

Na apresentação do investimento à imprensa, a direção da Moto Honda informou que 350 novos postos de trabalho serão abertos na unidade de Manaus, que comemorará 50 anos em 2026. Hoje, 8,7 mil pessoas trabalham nos setores de produção, suporte e departamentos administrativos.

Em função do aquecimento do mercado, a fábrica vem operando perto do limite: 90% de utilização da capacidade instalada. Ainda assim, não consegue atender rapidamente a todos os pedidos, formando, por diversas vezes nos últimos anos, filas de espera nas concessionárias. Por isso, os investimentos contemplam novas linhas, mudanças de layout e introdução de equipamentos para ampliar a capacidade em aproximadamente 200 mil motocicletas.

A montadora informa que o novo ciclo será financiado por recursos próprios — ou seja, sem apoio da matriz no Japão. A marca seguirá investindo na tecnologia FlexOne, na qual as motocicletas podem usar tanto gasolina quanto etanol como combustível. As motos elétricas não estão no foco dos novos investimentos.

"Costumamos adotar a melhor estratégia para cada mercado, levando em consideração a necessidade do cliente, o meio em que as motos são usadas e a infraestrutura. No caso do Brasil, temos um grande diferencial que é a tecnologia FlexOne, e gostaríamos de trabalhar com ela para atingir a neutralidade do carbono no futuro próximo", comentou o chefe de planejamento da Honda, Marcelo Takashi.

"A eletrificação, com certeza, é muito importante para atingirmos a neutralização de carbono. Mas estudos indicam que ainda não é o momento apropriado para introduzir no nosso País. Ela (a tecnologia) está sendo monitorada e introduziremos no momento correto", acrescentou.

A Honda produz 20 modelos em Manaus e importa outros sete, sendo que 65% do volume total é equipado com o motor bicombustível. A montadora lançou dez novos modelos em 2024, e anunciou outros oito lançamentos neste ano. "Não paramos por aí. Novos modelos estão no nosso plano e com certeza não desaceleraremos", assegurou Takashi.

Na linha de onde saem os seus modelos mais vendidos — CG, Pop e Biz —, a Honda já consegue produzir uma moto a cada 19 segundos. A meta é aumentar a velocidade na produção de outros modelos a partir da aquisição de equipamentos de alta tecnologia. Além disso, para receber mais trabalhadores, será necessário ampliar toda a estrutura, como estacionamento, vestiários e portarias.

Em alta

Ao atualizar nesta quinta-feira suas previsões, a Fenabrave, entidade que representa as concessionárias, projetou vendas de 2,16 milhões de motos neste ano, 15% acima do volume de 2024 e o dobro em relação às pouco mais de 1 milhão de unidades vendidas em 2019, antes da pandemia. As vendas de motos já superam as de carros de passeio: 1,6 milhão contra 1,4 milhão de automóveis vendidos desde o início deste ano.

Segundo Marcos Bento, que, além de chefe de vendas da Honda, é presidente da Abraciclo, a associação das fábricas de motos instaladas em Manaus, os juros altos preocupam, já que as motos também dependem de crédito.

O executivo ressalta, porém, que as motocicletas conquistaram consumidores em razão de seu menor custo de aquisição e de manutenção. "Tem sido uma alternativa que cabe no bolso do brasileiro, com aumento, inclusive, do público feminino e do público de delivery. Isso nos leva a acreditar no crescimento e a apostar nesse investimento que estamos fazendo", comenta Bento.

O anúncio da Honda acontece após a reforma tributária ser aprovada com a manutenção do diferencial competitivo da Zona Franca de Manaus, cujos produtos continuarão contando com imposto mais baixo do que o de concorrentes. "Nós acreditamos muito no modelo aprovado na reforma tributária, que simplesmente garantiu aquilo que já estava previsto na Constituição. Esta definição é importante porque faz com que a motocicleta continue chegando ao consumidor final a um preço acessível", avalia Bento.

Estadão
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