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Haddad diz que deixará governo na próxima semana; Durigan deve assumir ministério

Ministro destacou que saída está anunciada há dois meses, mas que só agora está conseguindo deixar a pasta

10 mar 2026 - 10h14
(atualizado às 10h46)
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira que deixará a Pasta na próxima semana, mas não confirmou que irá ser candidato ao governo de São Paulo. Segundo ele, ainda há conversas a serem feitas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin e a ministra Simone Tebet.

"Devo deixar o governo na semana que vem. Nós estamos conversando (sobre candidatura). Não está batido o martelo ainda", afirmou.

"Eu tenho conversado com o presidente, a gente tá alinhando também a questão de (...) não é só a candidatura. Tem de ver o bloco de pessoas, o grupo de pessoas que vão compor a chapa. Então eu estou vendo tudo isso com os cuidados devidos", completou.

Ele confirmou que o atual secretário-executivo do ministério, Dario Durigan, deve assumir a Pasta, mesmo citando que a indicação final é decisão do presidente da República. "Eu acho que (Dario) tem uma relação muito boa com o presidente, muita confiança. E tem o domínio aqui do Ministério há muitos anos. Um grande gestor público", disse.

Mesmo sem garantir que será candidato, Haddad declarou que as eleições em São Paulo são sempre difíceis para candidatos progressistas, mas que quando houver o nome, este deve ir bem contra Tarcísio de Freitas.

"É sempre desafiador para o campo progressista. Mas o importante é você qualificar o debate. É você, por meio do contraditório, elevar o nível de debate, o nível das propostas e não deixar ninguém na zona de conforto. Nem situação, nem oposição. O bonito da democracia é isso. Assim que a gente tiver um candidato a governador, eu acho que vai ter grande chance", afirmou.

O ministro disse que a saída dele da Pasta já havia sido anunciada há dois meses, mas que ele só está conseguindo sair agora. Disse ainda que, para bater o martelo da eleição, ainda serão feitas conversas com o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e com a ministra Simone Tebet.

Estadão
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