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EUA e UE aprofundam cooperação em minerais críticos com vistas a acordo mais amplo

24 abr 2026 - 19h08
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Os Estados ‌Unidos e a União Europeia aprofundaram sua coordenação em relação a minerais críticos nesta sexta-feira, como parte de um esforço mais amplo dos aliados ocidentais para enfraquecer o controle da China sobre materiais cruciais para a fabricação avançada.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e ⁠o comissário de Comércio da União Europeia, Maros Sefcovic, assinaram um ‌memorando de entendimento para uma parceria na produção e segurança de minerais críticos, com um plano de ação específico para o comércio anunciado ‌separadamente.

Rubio não mencionou a China em seus ‌comentários, mas disse que o acordo preliminar com Bruxelas refletia ⁠a crescente conscientização entre os aliados ocidentais sobre a importância das cadeias de suprimentos e dos minerais críticos para seu sucesso econômico.

A China tem usado seu controle sobre o processamento de muitos minerais como alavanca geoeconômica, às vezes restringindo as exportações, segurando os preços e prejudicando ‌a capacidade de outros países de diversificar as fontes dos materiais usados ‌na fabricação de ⁠semicondutores, veículos elétricos ⁠e armas avançadas. 

"A concentração excessiva desses recursos, o fato de serem dominados por ⁠um ou dois lugares, é um ‌risco inaceitável. Precisamos de ‌diversidade em nossas cadeias de suprimentos", disse Rubio antes de assinar o memorando.

Sefcovic disse aos repórteres que esperava que o memorando impulsionasse o esforço geral e expressou a esperança de que alguns projetos-piloto ⁠iniciais para testar o mecanismo de preços mínimos pudessem ser lançados antes do final do ano.

"A direção é clara", disse ele. "Os minerais críticos... são o núcleo de todos os setores que estão moldando o futuro."

O representante comercial dos EUA, Jamieson ‌Greer, que também se reuniu com Sefcovic nesta sexta-feira, anunciou um plano de ação separado para coordenar as políticas comerciais sobre minerais ⁠críticos para abordar o que eles chamaram de "políticas e práticas não mercadológicas que distorceram as cadeias de suprimentos de minerais críticos".

Greer disse que Washington e Bruxelas explorariam como as medidas comerciais, tais como preços mínimos, poderiam fortalecer as indústrias nacionais de minerais críticos e setores críticos para a competitividade industrial.

Falando no Departamento de Estado, Sefcovic disse que os acordos fortaleceriam o relacionamento transatlântico e garantiriam um trabalho mais rápido em seus objetivos conjuntos.

"Concordo plenamente com o sr. secretário (Rubio) que agora o verdadeiro teste será a execução desse projeto. Como podemos transformar esses acordos que estamos assinando em projetos concretos e tangíveis para entregar aos nossos operadores de negócios?"

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