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Guerra no Irã afetou o consumo na zona do euro de forma especialmente grave, afirma o BCE

3 ago 2026 - 08h09
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O consumo das ‌famílias da zona do euro caiu com força nas primeiras semanas da guerra no Irã em meio à queda na confiança, sugerindo que um novo conflito pode novamente prejudicar os gastos ⁠dos consumidores, segundo um artigo publicado nesta segunda-feira ‌no Boletim Econômico do Banco Central Europeu.

A confiança do consumidor na zona do euro ‌despencou após o início da ‌guerra, mas, desde então, subiu um ⁠pouco, embora permaneça bem abaixo dos níveis pré-guerra, enfraquecendo o crescimento econômico geral.

A queda no consumo em abril foi duas vezes maior do que as tendências históricas sugeririam e foi comparável ‌em magnitude à reação das famílias à guerra ‌da Rússia na ⁠Ucrânia no ⁠início de 2022, afirmou o BCE.

"Isso sugere que o ⁠canal da confiança ‌é particularmente forte ‌no caso de grandes choques que são amplamente percebidos como tal pelos consumidores", argumentou o BCE.

Depois de oscilar em torno de 3% ⁠a 4% em média desde meados de 2024, o crescimento nominal do consumo recuou para cerca de 2,5% em abril em relação ao mesmo mês ‌do ano anterior, com a queda impulsionada pela redução dos gastos discricionários por parte das famílias ⁠de renda mais alta.

"Isso reforça a visão de que a desaceleração não é resultado de restrições de renda, mas sim do fato de as famílias adiarem compras quando têm margem para ajustar o momento de seus gastos", afirmou o BCE.

As famílias também temiam que a inflação acelerada causada pelo conflito possa corroer a renda real, e 40% dos entrevistados afirmaram não esperar que essa perda de renda seja recuperada.

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