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Japão e EUA confirmam intervenção conjunta de compra de iene e sinalizam novas medidas

3 ago 2026 - 07h41
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‌O Japão e os Estados Unidos realizaram uma intervenção coordenada de compra de iene e não hesitarão em tomar novas medidas, informou o Ministério das Finanças do Japão nesta segunda-feira, confirmando uma ação bilateral incomum para conter a queda ⁠do iene para nova mínima em 40 anos.

A intervenção na ‌sexta-feira ressaltou a determinação de ambos os países em evitar que uma liquidação do iene e dos títulos ‌do governo japonês (JGBs) cause repercussões globais, ‌como aumentar a pressão de alta sobre os rendimentos ⁠dos Treasuries, que já estavam em alta, afirmaram analistas.

A intervenção conjunta foi a primeira desde a ação coordenada de 2011 para enfraquecer o iene após o devastador terremoto no leste do Japão.

Dados do banco central indicaram nesta segunda-feira que o ‌Japão pode ter usado até US$36,58 bilhões na compra de ‌ienes durante a intervenção ⁠conjunta de ⁠sexta-feira.

O presidente Donald Trump afirmou no domingo que os Estados Unidos estavam ⁠ajudando o Japão a ‌sustentar o iene como ‌um sinal de amizade e para ajudar a economia mundial.

Além de ajudar o Japão como aliado estratégico na Ásia, a intervenção ajudaria os Estados Unidos a lidar ⁠com as preocupações sobre a fraqueza extraordinária do iene, que neutraliza o impulso gerado pelas tarifas de Trump, afirmam analistas.

No comunicado, o Ministério das Finanças do Japão afirmou que a intervenção de compra ‌de ienes realizada na sexta-feira em conjunto com o Departamento do Tesouro dos EUA "contrariou a volatilidade excessiva e os ⁠movimentos desordenados do iene nos últimos meses".

"Não hesitaremos em realizar novas intervenções coordenadas", disse a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, a repórteres nesta segunda-feira.

Após o anúncio, o iene subiu mais de 1%, para 155,20 por dólar, valor mais alto desde o início de maio e bem acima da mínima de 40 anos em torno de 164 atingida no mês passado, enquanto os operadores permaneciam em alerta para novas intervenções.

Katayama se recusou a comentar quando questionada por repórteres se as autoridades haviam agido também nesta segunda-feira.

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