Casas Bahia (BHIA3) tem até março de 2027 para sair da faixa de penny stock após alerta da B3
A B3 notificou o Grupo Casas Bahia (BHIA3) para que regularize a cotação de suas ações até 1º de março de 2027, proibindo a permanência prolongada abaixo de R$ 1 (penny stock). Negociados abaixo desse piso desde julho e acumulando queda de cerca de 83% em 12 meses, os papéis chegaram à mínima de R$ 0,34. A varejista, que já havia realizado um grupamento (inplit) em 2024 e reestruturado R$ 4,1 bilhões em dívidas, informou que estuda alternativas para se reenquadrar às normas da bolsa.
O Grupo Casas Bahia (BHIA3) recebeu um alerta formal da B3 por manter suas ações negociadas abaixo de R$ 1 e tem até 1º de março de 2027 para regularizar a cotação. A companhia divulgou fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) comunicando o recebimento do aviso e informando que avalia alternativas para se enquadrar dentro do prazo.
As ações da Casas Bahia estão abaixo do piso exigido pela bolsa desde 21 de julho. Na mínima, os papéis BHIA3 chegaram a terminar a sessão a R$ 0,34, no fechamento do dia 27 de agosto.
A regra da B3 proíbe que ações, chamadas de penny stocks, fiquem abaixo de R$ 1 por mais de um mês, medida adotada para evitar volatilidade excessiva. Quando isso ocorre, a empresa precisa apresentar um cronograma de reenquadramento.
Até o momento, a Casas Bahia não detalhou qual medida pretende adotar para elevar a cotação ao patamar exigido.
Histórico das ações BHIA3 e o inplit de 2024
Esta não é a primeira vez que a varejista enfrenta o problema. Em 2024, a companhia já havia realizado um grupamento de ações, o chamado inplit, na proporção de 10 para 1. O procedimento converte uma quantidade maior de papéis em lotes menores, elevando proporcionalmente o preço unitário. A medida funcionou temporariamente, mas as ações voltaram a cair abaixo de R$ 1.
O inplit é uma das alternativas que companhias costumam adotar para se reenquadrar à regra da bolsa, mas a Casas Bahia não anunciou publicamente qual caminho pretende seguir desta vez.
O quadro atual é reflexo de um longo processo de deterioração dos papéis. Nos últimos 12 meses, as ações acumulam queda de cerca de 83%, tendo iniciado 2026 cotadas na casa dos R$ 3,15.
A reestruturação financeira da companhia também pesa no histórico recente. Em 2023, o Grupo Casas Bahia concluiu a troca de cerca de R$ 4,1 bilhões em debêntures por novos títulos com prazo mais longo e condições renegociadas, em um processo destinado a aliviar o endividamento de curto prazo.
A administração afirmou que adotará as medidas necessárias para cumprir a exigência da B3 dentro do prazo, que se encerra em 1º de março de 2027, data-limite para que as ações da Casas Bahia (BHIA3) voltem a ser negociadas acima de R$ 1.
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