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Produção industrial da zona do euro se aproxima de máxima em 4 anos e meio em julho, aponta PMI

3 ago 2026 - 07h11
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A produção industrial da zona do ‌euro registrou em julho seu maior ritmo de crescimento em quase quatro anos e meio, mas a expansão foi impulsionada principalmente pelas empresas que estavam dando vazão à carteira de pedidos acumulados, e não pelo aumento da demanda, o que aponta para uma recuperação ⁠frágil segundo uma pesquisa.

O conflito no Oriente Médio interrompeu as cadeias de ‌abastecimento e fez os custos com energia dispararem, causando dificuldades para os fabricantes. A inflação anual no bloco da moeda única ‌subiu para 2,9% em julho, ante 2,8% ‌no mês anterior.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) de ⁠indústria da zona do euro, compilado pela S&P Global (PMI), subiu para 51,9 em julho, ante 51,4 em junho, seu maior nível desde abril, mas um pouco abaixo da preliminar de 52,0.

Um índice que mede a produção avançou de 51,7 para 52,9 em julho, seu nível ‌mais alto desde março de 2022.

Leitura acima de 50,0 indica expansão.

"As ‌fábricas da zona do ⁠euro estão passando ⁠por uma espécie de surto de crescimento no verão... No entanto, há sinais ⁠de que essas boas notícias ‌podem ser de curta duração, ‌com o ímpeto correndo o risco de enfraquecer à medida que o outono se aproxima", disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence.

Os pedidos aumentaram apenas marginalmente em ⁠julho, bem abaixo do ritmo de crescimento da produção, sugerindo que as fábricas estão operando a todo vapor com pedidos antigos, em vez de novos negócios. Os pedidos de exportação caíram novamente.

"O fluxo de novos trabalhos, portanto, continua ‌preocupantemente fraco, o que significa que os produtores estão tendo que contar com pedidos feitos nos meses anteriores para impulsionar o ⁠aumento na produção", acrescentou Williamson.

As empresas concluíram os trabalhos pendentes no ritmo mais acelerado desde janeiro.

O emprego nas fábricas caiu novamente em julho, prolongando uma série de cortes de postos de trabalho, conforme as empresas se tornaram mais cautelosas quanto à perspectiva de uma desaceleração no volume de trabalho.

Quanto aos preços, a inflação dos custos dos insumos recuou para o menor nível em cinco meses em julho, e os preços de fábrica subiram no ritmo mais moderado desde março. As pressões na cadeia de oferta, ligadas à guerra em curso no Oriente Médio, permaneceram elevadas, mas foram as menos agudas em cinco meses.

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