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Economia da Argentina cresce 2% no segundo trimestre e supera previsões

17 set 2026 - 16h25
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Resumo
O PIB da Argentina cresceu 2% no segundo trimestre em relação ao ano anterior, superando a previsão de 1,6%, impulsionado pela pesca (+45%), mineração (+16%), agropecuária (+7%) e pelas exportações (+14%). A manufatura recuou 2% e, no comparativo com o trimestre anterior, houve contração de 0,6%. O cenário reflete as reformas e a austeridade do presidente Javier Milei, que busca zerar o déficit fiscal enquanto o país observa uma queda expressiva da inflação antes na casa dos três dígitos.

A economia ‌da Argentina cresceu 2,0% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, informou nesta quinta-feira o órgão de estatísticas do governo Indec, superando as expectativas dos ⁠analistas, com um impulso dos setores de ‌mineração e agricultura e das exportações.

Analistas consultados pela Reuters haviam previsto um crescimento ‌do produto interno bruto (PIB) de ‌1,6% para o período de abril ⁠a junho.

O crescimento da atividade econômica em relação ao mesmo período do ano anterior foi impulsionado principalmente pelo setor pesqueiro, que cresceu 45% em relação ao ano anterior, enquanto ‌a mineração e a extração em pedreiras ‌registraram alta de ⁠16% e ⁠a agricultura, pecuária, caça e silvicultura aumentaram 7%, de ⁠acordo com ‌o relatório.

As exportações de ‌bens e serviços subiram 14% em relação ao ano anterior, enquanto as importações caíram 9%.

O setor manufatureiro registrou uma das ⁠quedas mais acentuadas entre os principais setores, com contração de 2% em relação ao ano anterior.

Em termos ajustados sazonalmente, o PIB caiu 0,6% em ‌relação ao primeiro trimestre -- a primeira contração trimestral após um aumento de 0,7% no ⁠período de janeiro a março.

Os dados oferecem um dos retratos mais abrangentes da atividade econômica sob o programa de reformas do presidente Javier Milei. A Argentina tem visto a inflação recuar drasticamente em relação aos níveis de três dígitos registrados no início do governo Milei, enquanto o governo vem adotando medidas de austeridade fiscal com o objetivo de eliminar déficits orçamentários crônicos.

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