Guedes diz que Febraban é que teria sugerido tom crítico ao governo em manifesto
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira que a informação que recebeu é que um manifesto em articulação por entidades empresariais teria como objetivo fazer uma defesa da democracia, mas que teria sido sugestão da Febraban, entidade que representa os grandes bancos, alterar o tom do texto para fazer um ataque ao governo.
"Aí a própria Fiesp teria dito 'então eu não vou fazer esse manifesto', e o manifesto parece que está até suspenso por causa disso, não estão chegando a um acordo", disse Guedes, ressaltando que não está envolvido em discussões sobre o tema por estar focado na questão dos precatórios.
A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que está capitaneando a produção da nota, confirmou nesta segunda-feira que a divulgação do texto será adiado, alegando haver interesse de outras associações de também participar da iniciativa.
Guedes disse que a Febraban está muito ativa na defesa dos interesses dos bancos na reforma tributária, o que ele disse considerar "louvável".
"Acho que se ela defender a democracia também é muito bom, nós queremos a defesa da democracia, das reformas, tá tudo bom, tá tudo certo."
"Agora se tem algum banco público não querendo assinar possivelmente é porque os termos... a informação que eu tenho é a seguinte, que haveria um manifesto em defesa da democracia, e aí não haveria problema nenhum. E que alguém na Febraban teria mudado isso para, em vez de ser uma defesa da democracia, seria um ataque ao governo", afirmou Guedes.
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