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Governo vai cobrar respostas dos governadores sobre apoio ao diesel, diz Durigan

Fazenda propõe subvenção ao combustível importado de R$ 1,20 por litro, com metade do custo bancada pelos Estados

26 mar 2026 - 12h31
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BRASÍLIA E ANÁPOLIS - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a missão de impedir que "o preço que a guerra (no Irã) vai impor ao mundo e ao Brasil não chegue às famílias" brasileiras.

Durigan citou as últimas ações do governo para conter a alta dos combustíveis, como as alíquotas zeradas de PIS e Cofins sobre a importação. Também disse que busca uma solução junto aos governadores e que vai cobrá-los nesta sexta-feira, 27, por uma resposta a uma sugestão já apresentada pela Fazenda.

O governo propõe uma subvenção — espécie de subsídio dado direto aos importadores — ao diesel importado de R$ 1,20 por litro, valor equivalente ao ICMS. Metade desse custo seria bancada pela União, e a outra, pelos Estados.

"Anunciamos, há duas semanas, uma ajuda para quem está produzindo e importando diesel. Estamos conversando, junto com o ministro (Guilherme) Boulos, para que os caminhoneiros sigam trabalhando e confiando no trabalho do governo federal. E estamos discutindo com governadores. Já apresentei proposta e vou cobrar amanhã, 27, para que a gente aumente o apoio para importação de diesel e mantenha nosso País soberano em termos de abastecimento".

O ministro afirmou que o governo está protegendo os caminhoneiros, as famílias e o consumidor de "uma guerra que não foi causada por nós". "A guerra no Irã, que vemos como uma lástima para o mundo, tem causado uma série de desarranjos na economia global. O que o presidente Lula nos pediu e estamos cuidando disso no dia a dia é garantir que o preço que a guerra vai impor ao mundo e ao Brasil não chegue às famílias", reiterou, em visita à linha de produção do parque fabril da Caoa, em Anápolis (GO).

O novo ministro da Fazenda foi apresentado por Lula aos presentes no evento de reinauguração da unidade. O presidente tem feito isso em todos os compromissos em que está acompanhado de Durigan.

O ministro disse que seu principal objetivo à frente da Fazenda "é fazer com que a gente coloque de maneira mais concreta e visível todos os ganhos que Lula, Haddad e Alckmin proporcionaram ao País". "Precisamos evidenciar isso", disse.

"Quando vocês lembram de ter um Brasil com inflação sob controle, crescimento contínuo e sustentável, com as pessoas saindo do mapa da fome, nível de emprego aumentando? Isso é raro", declarou.

O ministro destacou dados como o crescimento das safras do agronegócio concomitante com a redução do desmatamento. "Com o presidente Lula, o compromisso é com todos: com o meio ambiente, com o agronegócio, com a indústria, com o desenvolvimento, para nosso povo viver com qualidade de vida", declarou.

Também fez um aceno aos trabalhadores da fábrica que visitou ao lado de Lula. Disse que o "desenvolvimento é fundamental para o País" e que é preciso aumentar a produtividade da indústria brasileira. Segundo ele, isso permitirá que os trabalhadores "trabalhem bem e menos tempo, tenham mais tempo para descansar. Isso é ganho de produtividade".

"Nosso País precisa disso, de agora em diante vamos perseguir ganho de produtividade, de inovação e de eficiência", declarou.

Estadão
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