Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Governo reduz projeção de crescimento do PIB a 2,0% em 2026 e 2,3% em 2027

22 set 2026 - 14h32
(atualizado às 14h56)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O Ministério da Fazenda reduziu as projeções de crescimento do PIB para 2,0% em 2026 e 2,3% em 2027, impactado pelos juros restritivos e pela desaceleração nos serviços e na indústria, apesar da alta no setor agropecuário. A expectativa é que a recuperação econômica ganhe fôlego entre 2028 e 2030, com expansão média de 2,6%. Já a estimativa para a inflação oficial (IPCA) recuou para 4,9% neste ano, refletindo o desaquecimento da atividade, mas subiu para 3,8% na previsão de 2027 devido ao El Niño.

A Secretaria de Política Econômica (SPE) ‌do Ministério da Fazenda reduziu nesta terça-feira sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3% para 2,0% neste ano e de 2,5% para 2,3% em 2027, citando efeitos do nível restritivo de juros no país.

Em seu Boletim ⁠Macrofiscal, que traz estimativas usadas para guiar a execução do ‌orçamento, a secretaria afirmou que sua grade de parâmetros foi ajustada para prever uma taxa Selic média um pouco ‌mais alta, "incorporando um ciclo de flexibilização ‌marginalmente mais gradual do que o previsto".

De acordo com ⁠a SPE, a revisão para o crescimento deste ano incorpora um resfriamento mais concentrado no setor de serviços, que deve crescer 1,8%, abaixo dos 2,4% estimados há dois meses. A SPE ainda reduziu de 2,1% para 1,7% a projeção de ‌crescimento da indústria. O dado da agropecuária subiu de alta ‌de 1,8% para 2,8%, ⁠compensando apenas ⁠parcialmente a queda nos outros setores.

A SPE acrescentou que a revisão para ⁠o PIB de 2027, motivada ‌por um ciclo mais ‌gradual de corte dos juros, deslocou a recuperação econômica para os anos seguintes. A pasta prevê altas em torno de 2,6% na atividade de 2028 a 2030.

INFLAÇÃO

Na visão ⁠da SPE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará 2026 em 4,9%, contra 5,1% previstos em julho, refletindo dados melhores do indicador nos últimos meses.

"Para os próximos meses, espera-se alguma acomodação ‌das pressões inflacionárias sobre os serviços, em linha com a desaceleração da atividade e a gradual acomodação do mercado de ⁠trabalho", disse o documento, apontando que as condições financeiras ainda restritivas no país também devem contribuir para esse movimento.

Já a inflação no próximo ano deve ser de 3,8%, acima da previsão anterior de 3,6%, segundo a pasta.

O país tem uma meta contínua de inflação de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos -- de 1,5% a 4,5%.

Na avaliação da secretaria, o fenômeno El Niño pode pressionar os preços de alimentos ainda este ano, mas seus efeitos mais significativos devem se concentrar na safra de 2027.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra