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Governo deve arrecadar até R$ 20 bilhões a mais com alta do Imposto de Importação

Análise da Instituição Fiscal Independente (IFI) aponta que governo tem se esforçado para ampliar arrecadação com aumentos pontuais de impostos desde 2023

26 fev 2026 - 15h14
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BRASÍLIA - O aumento no Imposto de Importação para bens de capital e de informática e telecomunicações pode gerar uma arrecadação de R$ 14 bilhões a R$ 20 bilhões, segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI). A análise consta no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de fevereiro, divulgado nesta quinta-feira, 26.

"A expectativa é de uma arrecadação adicional entre R$ 14 bilhões e R$ 20 bilhões, em 2026. São mais de mil e duzentos produtos (veja a lista aqui) que tiveram suas tarifas majoradas, incluindo máquinas, componentes eletrônicos, computadores, celulares, roteadores, servidores, equipamentos médicos, equipamentos agrícolas e de construção, entre outros", escreve a IFI.

Segundo o documento, o governo tem feito um esforço para ampliação da arrecadação com aumentos pontuais de impostos desde 2023 para enfrentar o "estrangulamento fiscal".

Efeito industrializante de medidas protecionistas, via tarifas de importação, é ponto controverso na literatura especializada, segundo o IFI
Efeito industrializante de medidas protecionistas, via tarifas de importação, é ponto controverso na literatura especializada, segundo o IFI
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Apesar de o relatório citar que a justificativa oficial de integrantes do governo para o aumento do imposto é uma política protecionista da indústria nacional, questiona que os efeitos industrializadores são demorados, enquanto a arrecadação é imediata.

"Ocorre que o efeito arrecadatório é imediato, já a substituição de produtos e insumos importados por produção nacional, se ocorrer, se dará a médio e longo prazos", continua.

A IFI aponta que os porta-vozes do governo minimizam esse efeito arrecadatório da medida, mas diz que os impactos positivos de medidas protecionistas na indústria nacional é controverso.

"O efeito industrializante de medidas protecionistas, via tarifas de importação, ao longo da história econômica brasileira, é ponto controverso na literatura especializada e contradita evidências empíricas recentes, como os resultados iniciais do tarifaço adotado pelo governo do presidente Donald Trump alcançados pela economia americana", completa.

Estadão
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