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Gastos do consumidor dos EUA e núcleo do PCE se mantêm firmes em janeiro

13 mar 2026 - 09h57
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Os gastos dos consumidores dos Estados Unidos ‌aumentaram um pouco mais do que o esperado em janeiro, o que, juntamente com a força contínua da inflação subjacente e a guerra prolongada no Oriente Médio, reforça a visão dos economistas de que o Federal Reserve não retomará o corte da ⁠taxa de juros por algum tempo.

Os gastos dos consumidores, que respondem ‌por mais de dois terços da atividade econômica, aumentaram 0,4% em janeiro, repetindo a taxa de dezembro, informou o Escritório de ‌Análises Econômicas do Departamento de Comércio ‌nesta sexta-feira.

Economistas previam avanço de 0,3%.

O Escritório ainda está recuperando ⁠a divulgação de dados após os atrasos causados pela paralisação do governo no ano passado.

O consumo pode ser afetado pela guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, que aumentou os preços do petróleo. Os preços da gasolina no varejo subiram mais ‌de 20%, para US$3,60 por galão, desde o início do conflito, ‌segundo dados do grupo ⁠de defesa dos ⁠motoristas AAA.

A guerra também está causando volatilidade no mercado de ações, com ⁠os economistas alertando para a ‌redução da riqueza entre ‌as famílias de renda mais alta, o que poderia forçar algumas delas a cortar gastos. As famílias de alta renda são os principais impulsionadores dos gastos dos consumidores e da ⁠economia em geral. As famílias de baixa renda já reduziram seus gastos, pois as tarifas sobre as importações aumentaram os preços dos produtos.

A inflação já estava elevada antes da guerra. O índice de preços PCE subiu 0,3% ‌em janeiro, depois de avançar 0,4% em dezembro, informou o escritório.

Nos 12 meses até janeiro, o PCE teve alta de 2,8%, ⁠de 2,9% em dezembro.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o PCE aumentou 0,4%, o mesmo que em dezembro. Economistas previam alta de 0,4% do núcleo do PCE em janeiro. Em 12 meses, o núcleo subiu 3,1%, de 3,0% em dezembro.

O banco central dos EUA acompanha as medidas de inflação do PCE para atingir sua meta de 2%. A expectativa é de que Fed mantenha sua taxa de juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75% na próxima quarta-feira. Economistas veem a janela para cortes se fechando, com os mercados financeiros prevendo uma única redução este ano em setembro.

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