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Fusão entre unidade da Thyssenkrupp e Kone provocaria guerra judicial, diz Schindler

12 fev 2020 - 14h16
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A fabricante de elevadores suíça Schindler entraria em uma ofensiva disputa judicial antitruste para suspender qualquer acordo de uma fusão da divisão de elevadores da Thyssenkrupp com a rival Kone , disse o membro do conselho Alfred Schindler à Reuters.

Logotipo da fabricante de elevadores Schindler, em unidade da companhia, na Suíça. 31/5/2016. REUTERS/Arnd Wiegmann
Logotipo da fabricante de elevadores Schindler, em unidade da companhia, na Suíça. 31/5/2016. REUTERS/Arnd Wiegmann
Foto: Reuters

Seus comentários vieram um dia após o prazo final para as ofertas de aquisição da Thyssenkrupp Elevator, com a Kone, da Finlândia, e três consórcios de private equity, competindo para comprá-la em um acordo que fontes dizem que pode valer até 17 bilhões de euros.

Uma fusão Kone-Thyssenkrupp Elevator criaria a maior fabricante de elevadores do mundo, superando a líder de mercado Otis, da United Technologies , e a vice-líder Schindler.

"Provavelmente abriríamos processos para Europa, Estados Unidos, Canadá, China e possivelmente Austrália. Esses casos levariam de três a quatro anos", disse Schindler, presidente emérito do conselho da empresa que comandou por 26 anos.

Ele disse que outros rivais provavelmente também tomariam medidas legais: "Você pode assumir com segurança que nem Otis nem Schindler aceitariam serem forçadas a saírem do setor".

A Thyssenkrupp e a Otis se recusaram a comentar. Uma porta-voz da Kone disse que a empresa continua acreditando que há espaço para consolidação no setor.

Antes um símbolo do poder industrial da Alemanha, a Thyssenkrupp está enfrentando 12,4 bilhões de euros de dívidas e pensões após anos de investimentos fracassados e precisa captar dinheiro de sua divisão de elevadores para se reestruturar.

O conselho de supervisão da Thyssenkrupp deve se reunir em 27 de fevereiro, quando pode tomar uma decisão sobre o destino de sua unidade de elevadores, disseram duas pessoas familiarizadas com o assunto.

Além de vender a totalidade ou parte dos negócios, a Thyssenkrupp também considera uma oferta inicial de ações, embora fontes tenham dito que essa opção é menos provável.

((Tradução Redação São Paulo; 55 11 56447727))

REUTERS PS AAP

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