Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Fundo vende prédio sede da C&A por menos do que pagou para abater dívidas caras

O negócio foi acertado por R$ 40 milhões, valor abaixo dos R$ 46,8 milhões que foi pago em 2020 pelo fundo de investimento imobiliário Vinci Offices

20 set 2025 - 12h58
Compartilhar
Exibir comentários

O fundo de investimento imobiliário Vinci Offices (VINO11) concluiu a venda do prédio onde fica a sede administrativa da C&A, em Alphaville, Barueri. A varejista permanecerá no local, onde tem um contrato de locação em andamento. O nome do comprador não foi informado.

O negócio foi acertado por R$ 40 milhões, valor abaixo do que foi pago em fundo em 2020, quando a aquisição foi feita pelo valor total de R$ 46,8 milhões. O fundo, gerido pela Vinci Partners, vai usar o dinheiro da venda do imóvel para bater dívidas com juros altos que estavam pesando sobre seus resultados.

Prédio da C&A em Alphaville tem 7,9 mil metros quadrados de área bruta locável
Prédio da C&A em Alphaville tem 7,9 mil metros quadrados de área bruta locável
Foto: C&A/Divulgação / Estadão

O VINO11 fará a recompra integral de R$ 34,6 milhões em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) que iriam vencer só em 2030, com taxas de CDI + 3,5% ao ano — a taxa mais "cara" entre as operações do banco. A emissão do CRI coincidiu com o período em que a taxa Selic atingiu um dos patamares mais altos da história recente.

Com a operação, o fundo reduzirá seus desembolsos com pagamento de dívidas em aproximadamente 15%, segundo comunicado oficial. Essa economia vai gerar dividendos de R$ 0,001/cota por mês aos investidores do fundo.

"A venda do ativo está alinhada à estratégia de reciclagem de portfólio e ao reforço da estrutura de capital do fundo, reduzindo a alavancagem total e o custo médio de suas obrigações", declarou a Vinci, no comunicado ao mercado.

O prédio da C&A tem 7,9 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL). Em 2022, a varejista ingressou com ação revisional do valor do aluguel, que resultou em desconto de 20%. Esse processo foi encerrado em maio de 2024, quando as partes firmaram um acordo tornando definitivo o novo valor do aluguel.

Na ocasião, o contrato também foi estendido até 2032, acrescido de um bônus de R$ 1 milhão para a inquilina (o chamado allowance). Esse bônus foi dividido em oito parcelas. Com a venda do prédio, o novo proprietário ficou encarregado de pagar o saldo remanescente de R$ 750 mil.

A venda resultará em um resultado negativo de R$ 0,152/cota aos investidores do VINO11, que será integralmente absorvido pelo resultado acumulado não distribuído do fundo. A Vinci afirmou que não haverá impacto sobre a estimativa de rendimentos divulgada até o final de 2025. A gestora afirmou também que o fundo tem caixa suficiente para honrar suas obrigações até o segundo semestre de 2027.

Estadão
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade