Script = https://s1.trrsf.com/update-1785845726/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Fleury tem alta de 45,7% no lucro líquido, com disciplina e inovação

Empresa de medicina diagnóstica apresentou lucro líquido de R$ 221,8 milhões no segundo trimestre

6 ago 2026 - 18h56
Compartilhar
Exibir comentários

O grupo de medicina diagnóstica Fleury (FLRY3) reportou lucro líquido de R$ 221,8 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 45,7% em relação ao mesmo período de 2025. A receita líquida cresceu 14,4%, para R$ 2,32 bilhões, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado avançou 15,2%, para R$ 612,9 milhões.

Em entrevista ao Estadão, a CEO Jeane Tsutsui e o CFO José Filippo avaliam que o resultado deste trimestre é reflexo do crescimento orgânico e inorgânico, da disciplina na alocação de capital e dos investimentos em inovação para ampliar a presença da empresa em serviços de saúde.

"Ao longo do tempo, temos executado uma estratégia com muita consistência. Crescemos no mix com mais em análises clínicas e diluimos os custos das áreas técnicas. Então essa diluição de custos fixos faz com que a gente aumente o lucro bruto", afirmou a CEO.

De acordo com a executiva, o aumento do lucro é consequência de uma operação mais eficiente, sustentada pelo crescimento de frentes de negócio da companhia: atendimento ao consumidor (B2C), atendimento a laboratórios e hospitais (B2B) e Novos Elos (estratégia de expansão e diversificação do grupo focada em serviços médicos além dos exames tradicionais).

Unidade Marco 100, em comemoração ao centenário da empresa, localizada na zona oeste da capital paulista
Unidade Marco 100, em comemoração ao centenário da empresa, localizada na zona oeste da capital paulista
Foto: Lucas Nave/Divulgação / Estadão

O crescimento da receita, aliado ao aumento do volume de exames, permitiu ao Fleury diluir custos fixos e ampliar a rentabilidade, indicou Jeane. O desempenho operacional também levou vantagem pelo avanço das marcas regionais e da própria marca Fleury, que cresceu 12% no trimestre mesmo atuando no segmento premium. "É uma marca que permanece com muita vitalidade, inovação e diferenciação", afirmou a CEO.

Quais são os desafios, aos cem anos

Neste ano, a companhia completou cem anos de operação. Com a virada de século da marca, o desafio foi ampliar serviços que acompanhem as mudanças demográficas, o aumento de doenças crônicas e o envelhecimento da população. Em maio, a companhia inaugurou a unidade Marco 100, voltada à longevidade saudável, iniciativa que faz parte da ampliação da oferta de serviços focados em prevenção.

"Estamos olhando para serviços e jornadas de cuidado ambulatorial para estar presentes na vida das pessoas, com diagnóstico precoce e mudança de hábitos", ressalta.

A companhia também aposta na tecnologia para sustentar os ganhos de produtividade, mas adota uma conduta cautelosa em relação aos investimentos em inteligência artificial. Atualmente, o grupo soma mais de 50 aplicações de IA em operação, utilizadas em processos como leitura automatizada de pedidos médicos, direcionamento de pacientes para unidades mais adequadas, agendamento digital e apoio à atividade médica.

Retorno financeiro da IA ainda não é mensurado

Apesar do uso propagado há alguns anos, a empresa ainda não mensura de forma isolada o impacto financeiro da tecnologia. "Hoje a IA faz parte de diversos processos, mas ainda são casos específicos. Não temos como mensurar um resultado direto da IA", afirmou a executiva.

Na avaliação do CFO José Filippo, outro pilar da estratégia continua sendo o crescimento por aquisições. O grupo mantém uma equipe dedicada exclusivamente à prospecção de ativos e dizem estar "avaliando oportunidades". O executivo afirmou que a empresa não depende apenas de ofertas recebidas e monitora laboratórios que tenham aderência à estratégia do grupo. Os critérios utilizados são localização, potencial de integração, aspectos financeiros e alinhamento cultural.

"Normalmente temos uma quantidade grande de ativos dentro do nosso radar", afirmou. Segundo Filippo, a companhia pretende manter a combinação entre crescimento orgânico e aquisições como principal motor de expansão desde que tenham uma "estrutural de capital" já que o capital "está alto".

A relação entre dívida líquida e Ebitda encerrou o trimestre em cerca de 1,1, que é praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025. De acordo com Filippo, o resultado oferece flexibilidade para novos investimentos diante de um ambiente de juros altos.

"O custo de capital continua alto, por isso entendemos que manter uma alavancagem baixa é a estratégia mais adequada. Isso nos dá capacidade para continuar investindo e aproveitar oportunidades quando elas surgirem", observa.

Estadão
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra