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Fitch rebaixa nota de crédito da França após impasse político

Ministro das Finanças, Eric Lombard reconheceu que decisão reflete incerteza política e desafios fiscais, mas chamou atenção para a 'força' da economia francesa

12 set 2025 - 20h16
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A Fitch Ratings rebaixou a classificação de crédito soberano em moedas estrangeira e local de longo prazo França de AA- para A+. A perspectiva é estável.

O downgrade, segundo a Fitch, vem do fato de que a dívida do governo geral da França continuará a avançar, refletindo déficits fiscais primários persistentes. A agência de classificação de risco projeta que a dívida aumentará para 121% do PIB em 2027, partindo de 113,2% em 2024, sem um horizonte claro para a estabilização nos anos subsequentes.

Além disso, a derrota do governo no voto de confiança na Assembleia ilustra a crescente fragmentação e polarização da política doméstica, diz a Fitch. Desde as eleições legislativas antecipadas em meados de 2024, a França teve três governos diferentes, enfraquecendo a capacidade do sistema político de realizar uma consolidação fiscal significativa, o que torna improvável que o déficit fiscal seja reduzido para 3% do PIB até 2029 — conforme pretendido pelo governo que está saindo.

"Esperamos que a corrida para a eleição presidencial em 2027 limite ainda mais o escopo para a consolidação fiscal no curto prazo e vemos uma alta probabilidade de que o impasse político continue além da eleição", acrescenta.

A Fitch ainda projeta um déficit fiscal de 5,5% do PIB francês em 2025, próximo à meta do governo de 5,4%, e abaixo do resultado de 5,8% de 2024. No entanto, o valor desse ano permanece alto em comparação com o déficit mediano projetado da zona do euro de 2,7% e a mediana 'A' de 2,9%.

Ministro reconhece desafios

O ministro das Finanças da França, Eric Lombard, reagiu ao rebaixamento do rating soberano do país pela Fitch. Em publicação no X, Lombard reconheceu que a decisão reflete a incerteza política e os desafios fiscais, mas chamou atenção para a "força" da economia francesa.

O corte da nota de crédito acontece na mesma semana em que o presidente francês, Emmanuel Macron, indicou o aliado Sébastien Lecornu ao cargo de primeiro-ministro, após a Assembleia Nacional derrubar o agora ex-premiê François Bayrou.

Segundo Lombard, Lecornu já iniciou consultas com as forças políticas representadas no parlamento para aprovar um orçamento e continuar os esforços para "restabelecer" as contas públicas.

Estadão
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