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Fabricantes de brinquedos investem em tablets e volta de clássicos em 2013

24 abr 2013 - 16h26
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Bonecos, princesas e carrinhos continuam sendo o maior sucesso de vendas no País - respondendo 29,9% do comércio -, mas a exemplo do que ocorreu com os adultos, é a vez de os tablets, smartphones e gadgets conquistarem as crianças brasileiras. Os itens são destaque da 30ª Abrin - Feira Brasileira de Brinquedos, evento voltado a lojistas, que começou na terça-feira (23) e acontece até a próxima sexta (26), em São Paulo, e que traz as apostas do setor para o Dia das Crianças deste ano.

De acordo com balanço divulgado pela Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), os brinquedos eletrônicos e audiovisuais foram responsáveis por apenas 2,8% das vendas do segmento em 2012, mas as novidades tecnológicas prometem ganhar espaço a partir deste ano, com a criação de aplicativos voltados ao público infantil.

A Estrela foi uma das empresas que apostou na tendência e apresentou o Meu Primeiro Tablet (cujo preço sugerido é R$ 149,90), brinquedo previsto para chegar às lojas em setembro deste ano. Com visual colorido e as mesmas proporções de um Ipad, o equipamento é recomendado para crianças a partir de 18 meses que adoram pegar ostablets dos pais emprestado para "brincar". Bilíngue, ele conta com sete temas e um jogo com mais de 30 perguntas educativas. Na mesma linha, e para o mesmo público alvo, a empresa também lançará o Meu Primeiro Smartphone e a Minha Primeira Câmera Digital, que lança um flash como se uma foto tivesse sido tirada.

"A grande menina dos olhos da indústria é a eletrônica. Hoje a criança detém muita informação e é uma criança solitária, porque a média de filhos por mulher é 1,8, ou seja, a criança não tem mais a companhia do irmão para brincar. Então os brinquedos precisam ter cada vez mais interatividade, porque precisam convidar a criança para brincar com eles", explicou Aires Fernandes, diretor de Marketing da Estrela, que atua no ramo de brinquedos há 32 anos.

Os tablets também são um forte investimento da Candide, que ampliou para o Brasil a linha de gadgeds para crianças de várias idades, entre eles o Monster Tablet, que conta com 80 atividades interativas; o Touch Pad da Barbie; o tablet Paptati Patatá, além das linhas do Ben 10 e do Batman, para os meninos (os preços variam de acordo com a tecnologia).

Há também a linha de brinquedos que interagem com Smarpthones e Ipads de verdade, como o os relógios Omnilink e Omnitrix, do personagem Ben10, que emitem ondas sonoras para "afastar os alienígenas malvados" (preço sob consulta, com a Sunny Brinquedos). A Dican também conta com uma linha de tablets infantis, que garante estimular a "coordenação motora e visual" e "incentivar o aprendizado e memorização". Para a feira, o lançamento também era o Meu Primeiro Tablet da marca, que conta com quatro modos de brincar e 19 jogos (preço sob consulta).

Para além dos tablets

Mas não só de tablets vive a tecnologia do entretenimento infantil. Os eletrônicos avançaram para além dos games e passaram a "dar vida" a outros bonecos e jogos interativos.

Entre os destaques estão os helicópteros "espiões" Panthon e Scorpion, comandados por controles remotos, que contam com uma microcâmera acoplada, capaz de fazer fotos e vídeos durante os voos, armazenadas em um cartão de memória de 1GB, cujo preço deve variar entre R$ 800 e R$ 900 (ainda sob consulta, com a Candide).

Outros dois lançamentos da Estrela apostam na tecnologia interativa são o a raposa Magic Jinn, que promete "adivinhar" em qual animal a criança está pensando, com uma série de perguntas. O brinquedo conhece mais de 300 bichos, reconhece sete comandos de voz (sim, não, não sei, depende, repita, volte e ok), e faz perguntas à criança até resolver a charada. A previsão é que ele chegue às lojas em julho, por R$ 149,90.

Outro destaque da marca é o DiscoRobô, que dança conforme a batida do som. O diferencial do produto, entretanto, é que ele faz expressões faciais em LED, sendo que os sensores captam os sons e o transformam em movimento no ritmo da música. Recomendado para crianças a partir de 6 anos, ele chegará às lojas em julho por R$ 249,90.

A tecnologia também é destaque entre os produtos da Adkits Brasil dedicados à segurança e ao aconchego dos bebês, que prometem fazer sucesso entre os pais. Um dos destaques é a Joaninha repelente, que emite um som do bater de asas de uma libélula - o "inimigo" dos pernilongos - e afasta os insetos em um raio de até 9 metros, sem a necessidade de venenos (preço sugeridos de R$ 82,85).

Outra novidade é o Ursinho do Sono, que reproduz o som emitido de dentro do útero da mãe, além de quatro canções de ninar (R$ 231). Há também um monitor de movimento (Snuza Halo), que preso à fralda, que é acionado e emite uma vibração caso o bebê passe mais de 15 segundos sem movimento. Passados mais cinco segundos, caso a criança não volte a se mexer mesmo com a vibração, o produto aciona um espécie de alarme para chamar os pais (em dois modelos, cujos preços variam de R$ 398 a R$ 499).

Mas não há tecnologia que supere o poder dos personagens infantis. De acordo com a organização da Abrin, dos 1.750 lançamentos presentes na Feira Brasileira de Brinquedos, mais de 80% são licenciados com alguma marca ou personagem, como os desenhos do Cartoon Network, Galinha Pintadinha, Disney e Turma da Mônica, por exemplo.

Em 2012, o faturamento com produtos licenciados no varejo foi de R$ 7,5 bilhões. O Brasil só perde para os Estados Unidos, a China, o Canadá e o México em faturamento de licenciamento de marcas no mundo.

Fonte: Terra
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