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EUA reduz para 15% tarifas sobre produtos taiwaneses

Acordo visa locar nos EUA cerca de 40% da cadeia de suprimentos e produção de chips de IA da ilha

16 jan 2026 - 01h18
(atualizado às 01h40)
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Após meses de negociações, os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira, 15, que vão reduzir para 15% as tarifas recíprocas sobre produtos taiwaneses. Segundo o Departamento de Comércio do país, o acordo "impulsionará uma realocação maciça da indústria de semicondutores" dos EUA. O pacto também vai aumentar os investimentos das gigantes de semicondutores da ilha asiática na indústria de tecnologia americana.

Antes, a taxação sobre os produtos taiwaneses era de 20%, aplicados reciprocamente para compensar o déficit comercial americano e práticas que os EUA consideram desleais.

As tarifas setoriais sobre autopeças, madeira e produtos derivados de madeira também serão limitadas a 15%, enquanto medicamentos genéricos e alguns recursos naturais não estarão sujeitos a tarifas "recíprocas", acrescentou o departamento americano.

Em contrapartida, empresas de chips e tecnologia farão "novos investimentos diretos totalizando pelo menos US$ 250 bilhões" para expandir a capacidade em áreas como semicondutores avançados e inteligência artificial nos Estados Unidos.

As empresas taiwanesas que construírem novas fábricas de chips no país norte-americano poderão importar até 2,5 vezes a capacidade planejada sem pagar tarifas específicas do setor durante a construção. A cota será reduzida para 1,5 vezes a capacidade planejada após a conclusão dos projetos.

Segundo o Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, "o objetivo é trazer 40% de toda a cadeia de suprimentos e produção de Taiwan para os Estados Unidos", afirmou em entrevista à CNBC.

Como parte do acordo, a gigante taiwanesa de semicondutores TSMC, a maior produtora terceirizada do mundo de microchips, usados desde a fabricação de iPhones até os sistemas de IA de ponta da Nvidia, adquiriu terrenos para expandir as operações da empresa no Arizona.

Taiwan é considerada uma potência global na fabricação de chips essenciais para o desenvolvimento da IA, cobiçados por grandes empresas americanas e uma moeda de troca para garantir ajuda de Washington.

O acordo comercial é firmado num momento em que a ilha democraticamente eleita enfrenta tensões crescentes com a China, que a reivindica como parte de seu território e não descarta o uso da força para controlá-la. /AFP

Estadão
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