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EUA podem voltar às tarifas de 2 de abril caso acordos não avancem, diz secretário

Scott Bessent, do Tesouro, afirmou que país deve ver uma 'onda de acordos comerciais na semana final antes do prazo de 9 de julho'

30 jun 2025 - 12h03
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O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou nesta segunda-feira que "ainda podemos voltar às tarifas de 2 de abril" caso não haja avanço nas negociações comerciais com outros países. Segundo ele, "se os países forem recalcitrantes, as tarifas poderão ser reinstauradas".

Bessent ressaltou que, embora alguns países tenham negociado de "boa-fé", o governo americano precisa "considerar algo" caso não feche acordos.

Em entrevista à Bloomberg, Bessent lembrou que o prazo para um desfecho nas tratativas comerciais dado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, está próximo.

"Veremos uma onda de acordos comerciais na semana final antes do prazo de 9 de julho", afirmou. Ele destacou que, após alcançar acordos de paz, o foco dos Estados Unidos agora está nas "tarifas recíprocas".

Sobre os impactos dessas tarifas na inflação, o secretário tranquilizou: "Não vemos inflação com as tarifas. Um eventual aumento de preços será pontual".

Corte de juros

O secretário do Tesouro afirmou que "à medida que a inflação recua, toda a curva de juros pode cair". Voltando a pressionar o Federal Reserve (Fed) por uma redução de taxas, ele argumentou que "a inflação está muito controlada" e avaliou que o Fed "parece um pouco paralisado no comando neste momento".

Questionado sobre a possibilidade de presidir o Banco Central, Bessent disse que fará "o que Trump mandar". "Tenho o melhor emprego em Washington agora." Ele também informou que o governo vai trabalhar em um sucessor do atual chefe da autoridade monetária americana, Jerome Powell, "nas próximas semanas e meses".

No campo fiscal, Bessent mostrou otimismo com o projeto de lei tributário em debate no Congresso. Ele declarou estar "confiante". "Acredito que projeto será aprovado nas próximas horas e Trump vai assiná-lo até 4 de julho."

O secretário destacou que o texto ajudará no controle do déficit do país e que, se tudo der certo, "vamos mudar a trajetória e reduzir o nível da dívida com o 'grande e bonito' projeto".

Sobre os impactos econômicos do texto, Bessent defendeu que ele "ajudará a impulsionar a economia, ao mesmo tempo em que controla e reduz os gastos" e que, "com o projeto de lei, os mais necessitados terão benefícios do governo". Rebatendo críticas, disse discordar da ideia de que o projeto corta verbas do Medicaid, sem entrar em detalhes.

Questionado sobre o endividamento dos EUA, o secretário questionou: "Por que iríamos tomar empréstimos de longo prazo com essas taxas de juros atuais?".

Estadão
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